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Programas gelados ajudam a driblar estações mais quentes

Em plena primavera, o calor excessivo pegou o paulistano desprevenido. Ontem foi o dia mais quente do ano.

Agência Estado |

Às 13 horas, no Mirante de Santana, zona norte da capital paulista, os termômetros registraram 34,5°C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) - até então a temperatura mais alta do ano fora no inverno, em 11 de setembro, 33,9 °C. Numa cidade como São Paulo, com pouco verde e muito cimento, em algumas regiões, como o centro, a sensação de calor é ainda maior.

O paulistano se virou para driblar as altas temperaturas. Drinques frozen, café gelado, sorvete de frutas e até um bar montado dentro de uma câmara fria viraram programa. "Tive movimento o dia todo no bar", diz a arquiteta Vanessa Vilela Siqueira, que há quatro meses abriu, na Vila Madalena, zona oeste, o Ice Espaço, que funciona dentro de uma câmara fria de 40 metros quadrados, divididos em dois ambientes. Na ante-sala, a temperatura fica em 5°C e, na área principal, onde está o balcão de bebidas, -10°C. "Antes do cliente entrar no bar, ele recebe um kit, com bota de sola de borracha, jaqueta e luvas de náilon", explica Vanessa.

Até os móveis são de gelo. "Para a umidade não passar para a roupa dos clientes, os bancos são forrados com pele de carneiro." O ambiente tem um ar futurista, com iluminação de luz fria (led) azul, branca e vermelha. Uma lareira aquece os mais friorentos e dá uma ar de aconchego ao espaço. A música ambiente que prevalece é eletrônica. A entrada custa R$ 30 e dá direito a um drinque. O tempo de permanência, no entanto, é limitado em meia hora. A casa abre a partir das 10 horas, quando o espaço anexo, um showroom de móveis, abre suas portas. Nele funciona um restaurante, no horário do almoço, e um segundo bar de música ao vivo, à noite. Domingo é o único dia em que a entrada de crianças é permitida.

Na Vila Mariana, zona sul, o bar Veloso começou a sentir o impacto do calor anteontem à noite, quando vendeu três vezes mais mojito que num dia normal. Feito de rum, hortelã, açúcar, água com gás e suco de limão, o drinque refrescante também faz sucesso no Esch Café, nos Jardins, bar com ar carioca freqüentado por charuteiros. O espaço tem uma varanda disputada nos dias quentes. "Outra bebida muito pedida é o daiquiri frozen, acompanhado de ostras", diz o maître Oscar Duarte, de 54 anos.

Nas cafeterias da cidade, como o Santo Grão - também nos Jardins e com varanda igualmente disputada -, as bebidas geladas reinaram, entre elas, o Mud Frapê, de sorvete, leite condensado e café. Na Mil Frutas, marca carioca de sorvete, com loja há quatro meses no Shopping Cidade Jardim, zona sul, os sabores cítricos - tangerina, limão siciliano e tamarindo - foram os campeões. "A novidade para o verão é o de jabuticaba", diz Renata Saboya, proprietária da loja. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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