As empresas de telefonia passaram a usar o sucesso do programa que leva internet gratuita às escolas públicas urbanas para se credenciarem a participar do Plano Nacional de Banda Larga, que está em elaboração no governo para atender a população em geral. Não me lembro de um programa dessa dimensão com a abrangência desse território que tenha sido feito num período tão curto.

Foi uma bela experiência", disse o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, depois de participar de reunião, que terminou há pouco, para fazer um balanço do programa com a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra. A previsão era de que a reunião fosse com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que acabou não participando do encontro por causa do atraso no seu retorno a Brasília de viagem ao Amazonas.

Com um discurso ameno, Falco disse acreditar que o Plano de Banda Larga será feito "parcialmente" com as empresas privadas. "Sempre ouvi do governo que não haverá duplicação da infraestrutura", disse Falco, explicando que o governo não deve entrar onde as empresas já estão.

O presidente da Oi disse que a definição do tamanho da participação das teles vai depender do desenho final. Falco evitou comentar a nota técnica do Tesouro Nacional que sugere a extinção da Telebrás. Disse apenas que o governo já afirmou que quer usar as suas fibras ópticas (das empresas estatais). "Mas, se será através de um veículo chamado Telebrás, isso é outra conversa", afirmou.

O governo deverá definir no próximo mês as diretrizes do Plano Nacional de Banda Larga e qual será a participação das teles. Os técnicos estão concluindo um levantamento sobre quanto custaria ao governo fazer o atendimento final ao consumidor. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já disse que o governo irá onde as empresas não quiserem atender. A discussão entre as empresas é de onde sairão os recursos para que elas possam oferecer o serviço em áreas onde há população de baixa renda.

O diretor de Regulação da Oi, João de Deus, disse que no mundo só há três fontes de recursos: das empresas, de fundos setoriais e tributários. "Quando quer aumentar a venda de carros, o governo baixa IPI", exemplificou.

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