Planejar, poupar e investir são os pontos principais para o desenvolvimento saudável da vida financeira. Especialistas em finanças pessoais insistem em dizer que, quanto antes as pessoas começam a lidar de forma responsável com o dinheiro, melhor é o desempenho do orçamento no decorrer do tempo.

Planejar, poupar e investir são os pontos principais para o desenvolvimento saudável da vida financeira. Especialistas em finanças pessoais insistem em dizer que, quanto antes as pessoas começam a lidar de forma responsável com o dinheiro, melhor é o desempenho do orçamento no decorrer do tempo. Claudia Kodja, diretora da Kodja Informações e Investimentos, afirma que, embora a educação financeira possa ser fomentada desde cedo (a partir dos 7 ou 8 anos), é na adolescência que informações sobre o mercado se tornam essenciais para o futuro do cidadão. "Iniciativas que incluam jovens no processo de educação financeira são fundamentais", afirma. O Brasil, diferentemente de outros países europeus e parte dos Estados Unidos, não inclui em sua grade escolar a matéria Educação Financeira. Por esse motivo, Claudia reforça que os jovens brasileiros tem de correr pelas beiradas para se formar no assunto. Buscar alternativas para o aprendizado também é uma solução. O programa Desafio BM&FBovespa, por exemplo, é destinado à formação de alunos do ensino médio. A bolsa ampliou o projeto e a, partir deste ano, estudantes de todo o Brasil poderão participar pela modalidade online. As escolas de São Paulo continuarão com a versão presencial, que está na sexta edição e já atraiu 8,5 mil pessoas, entre alunos e professores. O projeto da bolsa é gratuito e, além de um curso intensivo sobre finanças, estimula a competição entre as escolas participantes por meio de simulações de investimentos no mercado acionário. "Estamos proporcionando aos jovens a oportunidade de ter educação financeira", diz Patrícia Quadros, gerente dos programas de popularização da BM&FBovespa. Prêmios. Os grupos que obtiverem os cinco melhores resultados de rentabilidade ganham prêmios em dinheiro. O primeiro colocado leva R$ 25 mil. O segundo, R$ 15 mil; R$ 10 mil para o terceiro; R$ 5 mil ficam com o quarto lugar e R$ 2,5 mil para o quinto colocado. A nova versão online não concorrerá com a presencial. Os prêmios são os mesmos para as duas modalidades. A ampliação do projeto também está vinculada ao objetivo da Bovespa de alcançar, em cinco anos, 5 milhões de investidores pessoas físicas (hoje são cerca de 500 mil). "Se mostrarmos os benefícios de aplicar em ações para os jovens, naturalmente teremos mais investidores adultos", admite Patrícia. Outro fator que estimula a permanência dos jovens investidores no mercado é o fato de os vencedores serem obrigados a manter os prêmios aportados na bolsa por ao menos 12 meses. "Ganhamos no ano passado, mas só começaremos a investir os R$ 25 mil neste mês", conta Jonatas Bruno Gomes, líder do grupo que ficou em primeiro lugar no ano passado. Eles são da Escola Estadual Professor Tenente Ariston de Oliveira, do Capão Redondo, bairro localizado na periferia da zona sul da capital paulista, conhecido pelos altos índices de violência. Ranking. Em 2009, a escola conseguiu 82,25% de rendimento sobre o valor virtual aplicado no Desafio BM&FBovespa. "A nossa escola é muito carente, por isso, participar e vencer o Desafio foi muito bom para estimular os jovens", conta Antônio Dorival Pereira Leite, professor de matemática que orientou os alunos da escola no projeto. O segundo colocado foi o Colégio Nossa Senhora dos Remédios, de Osasco, com rentabilidade de 66,81%. Em terceiro, ficou o Colégio Machado de Assis, de São Paulo, com rendimento de 58,35%. Em quarto, o Colégio Porto Marchesano, de Itapevi (rentabilidade de 46,94%), e, em quinto lugar, outra escola estadual, a Carlos Cattony, de São Paulo (rendimento de 45,94%). As inscrições para o programa já estão abertas e vão até o dia 7 de maio. A dinâmica do projeto envolve análise de situações reais em simulações de investimentos no mercado de ações. Na final, os estudantes têm de investir com base em cenários diferentes: inflação sob controle e crescimento baixo, o que pressionava o Banco Central a reduzir juros; Comitê de Política Monetária discutindo o "estresse internacional"; Banco Central se antecipando e elevando juros; e, por fim, crescimento econômico e incerteza de mercado.
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