SÃO PAULO - O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, afirmou que as empresas utilizaram apenas 85% dos recursos orçamentários disponíveis para o Programa de Financiamento às Exportações (Proex), que este ano teve linha total de R$ 1,3 bilhão. Para o secretário, que ocupa interinamente o cargo de ministro, a questão a ser combatida não é a falta de recursos, mas a utilização das verbas, uma vez que ainda há dinheiro em caixa a um mês do fim do ano.

Ramalho, que participou do 28º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio de Janeiro, apresentou os dados como uma resposta ao presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), Benedicto Fonseca Moreira, que pediu a desvinculação dos recursos do orçamento e a transformação do Proex em um sistema de crédito rotativo como forma de garantir mais verbas aos exportadores.

Para Ramalho, o governo pode tentar ampliar e melhorar a própria utilização dos recursos, uma vez que o caixa disponível não se esgotou. "Estamos no final de novembro e não chegamos a utilizar todo o limite orçamentário do Proex", frisou.

"O fato de o sistema estar vinculado ao orçamento não está fazendo com que empresas ou operações específicas não sejam atendidas. Sempre que existe um orçamento é possível que a verba venha a ser totalmente utilizada antes do fim do ano, mas não é isso que está ocorrendo", acrescentou.

O Proex está a cargo do Banco do Brasil, que atua como agente financeiro, e tem duas modalidades de crédito: o financiamento ao exportador ou ao importador para pagamento à vista ao exportador; e a equalização das taxas de juros, em que o Proex assume parte dos encargos financeiros nos financiamentos concedidos por instituições financeiras, tornando os encargos compatíveis com os praticados nos mercados internacionais.

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