Buenos Aires, 20 ago (EFE) - Produtores rurais da Argentina renovaram hoje seus protestos contra as políticas do Governo para o setor agropecuário, que recentemente se envolveu em um conflito com o Executivo que durou mais de quatro meses. Liderados por dirigentes da Federação Agrária Argentina (FAA), a mais ativa das quatro principais patronais rurais do país, os produtores bloquearam um túnel que une as províncias de Entre Ríos e Santa Fé abaixo do leito do Rio Paraná para realizar uma assembléia. Não estamos falando de uma greve, mas os problemas do campo não terminaram, advertiu o titular da FAA, Eduardo Buzzi, ao se queixar da falta de respostas do Governo perante as exigências do setor rural. Alfredo De Angeli, dirigente da FAA, que se transformou em um ícone do protesto, disse que a partir de 9 de setembro os produtores se mobilizarão em direção à capital do país para reivindicar leis agropecuárias aos legisladores nacionais. Queremos um plano agropecuário nacional que nos dê rentabilidade para que os pequenos e médios produtores possam crescer, afirmou, antes de considerar que o Governo continua mentindo para o povo. Nada mudou desde o começo do conflito. Estamos pior do que antes, porque os insumos subiram, reclamou.

O Governo argentino e o setor agropecuário mantêm um sério conflito desde março, quando o Executivo elevou os impostos às exportações de grãos.

A medida foi rejeitada pelo campo com quatro greves comerciais e bloqueios de estradas em todo o país, que geraram o desabastecimento de alimentos e insumos para a indústria nas principais cidades da Argentina. EFE cw/bm/db

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.