SÃO PAULO (Reuters) - Produtores independentes de cana de São Paulo, maior produtor brasileiro, assinaram nesta quinta-feira um acordo com o governo do Estado estabelecendo prazos para o fim das queimadas da palha de cana, informou o Ministério da Agricultura. Pelo acordo, as chamadas áreas mecanizadas, onde as colhedoras de cana podem realizar o trabalho, terão de encerrar a prática da queima até 2014. As áreas montanhosas, onde as máquinas não podem colher, deverão acabar com as queimadas em 2017.

Assim, os produtores aceitaram a antecipação do fim das queimadas no Estado, antes previsto para 2021 em áreas mecanizadas e para 2031 as não-mecanizadas.

Um acordo semelhante foi assinado no ano passado pelas usinas, que processam a sua própria cana e que compram de produtores independentes. As datas são as mesmas nos dois acordos.

Vinte e três associações, envolvendo 13 mil produtores que colhem 91 milhões de toneladas, assinaram o acordo.

A indústria vê o acordo como uma forma de proteger o setor de eventuais barreiras ambientais impostas por clientes no exterior.

Mais de 50 por cento da cana do Estado na atual temporada deve ser colhida por máquinas, cujo processo não requer a queimada.

Os canaviais são queimados antes da colheita manual para facilitar o corte pelos trabalhadores, mas a prática prejudica a qualidade do ar nas cidades próximas às áreas de produção.

(Reportagem de Inaê Riveras)

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