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Produtividade nos EUA aumenta no segundo trimestre

Washington, 8 ago (EFE).- A produtividade dos trabalhadores dos Estados Unidos aumentou em um ritmo anual de 2,2% durante o segundo trimestre, 0,5 pontos percentuais a menos que o esperado pelos analistas, informou nesta sexta-feira o Departamento do Trabalho americano.

EFE |

Entre abril e junho, as empresas reduziram as horas de trabalho de seus empregados, e isto contribuiu para que a produtividade se mantivesse alta.

No mesmo período, a pressão inflacionária foi diminuída e as remunerações reais foram reduzidas. Embora este dado tenha contribuído com a contenção dos preços, os analistas o consideram preocupante para o crescimento econômico.

O custo por unidade de trabalho, medida fundamental para a pressão dos mercados na inflação, subiu 1,3% no segundo trimestre. A maioria dos analistas havia calculado aumento de 1,6%.

A produção cresceu no trimestre em um ritmo anual de 1,7%, as horas trabalhadas diminuíram 0,5% e a remuneração real por hora foi reduzida em 1,4%.

Em um ano, a produtividade subiu 2,8%, e os custos trabalhistas aumentaram 1,5%.

Segundo dados do Governo, no mesmo período, as horas trabalhadas diminuíram 1%, a remuneração real subiu 0,1% e a produção aumentou 1,8%.

Levando em conta que o custo por unidade de trabalho subiu apenas 1,5% e que a remuneração real se manteve sem mudanças notáveis, o relatório dá mais argumentos para que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) acredite que a situação inflacionária atual não durará muito.

O relatório do Departamento do Trabalho mostrou que a produtividade no setor manufatureiro caiu 1,4% no segundo trimestre, ao tempo que o custo da unidade trabalhista subiu 6,1%. A produção fabril caiu 3,5%, a maior diminuição desde 2001.

A produtividade é medida a partir da divisão da produção pelas horas trabalhadas. Se a produtividade for alta, contribui para níveis de vida mais elevados, maiores remunerações, aumento do lucro das empresas e inflação baixa.

Um índice alto de produtividade significa que a economia pode crescer rapidamente sem que a inflação seja acelerada, mas um baixo ritmo de crescimento da produtividade pode significar uma economia lenta e maiores pressões de inflação.

O crescimento da produtividade teve uma média anual de 2,7% entre 1948 e 1970, depois diminuiu para 1,6%, até 1995.

Desde então, a produtividade cresceu a uma média anual de 2,5%, sendo que no ano passado o aumento foi de 1,4%. EFE jab/fh/rr

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