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Produção recorde de cereais não deve criar falsa idéia de segurança, diz FAO

Roma, 6 nov (EFE).- A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) advertiu hoje que a produção recorde de cereais de 2008 não deve criar uma falsa sensação de segurança, já que entre 2009 e 2010 poderia haver um novo aumento dos preços e uma nova crise dos alimentos.

EFE |

Segundo o relatório bianual "Perspectivas Alimentícias", divulgado hoje através de comunicado da FAO, espera-se que a produção mundial de cereais deste ano seja suficiente para cobrir sua demanda a curto prazo e ajudar a repor as reservas mundiais.

No entanto, uma das principais autoras do relatório, Concepción Calpe, ressaltou que se entre 2008 e 2009 "as atuais condições de volatilidade dos preços forem mantidas, o cultivo e a produção poderiam ser afetadas até o ponto de produzirem um novo aumento dos preços entre 2009 e 2010".

Segundo Calpe, uma circunstância poderia desencadear "crises de alimentos ainda mais graves que as experimentadas recentemente".

Além disso, acrescentou que "a crise financeira favoreceu a queda dos preços, contribuindo para reduzir os mercados de crédito, e introduziu uma maior incerteza sobre as perspectivas do próximo ano, de modo que muitos produtores estão tomando decisões muito conservadoras em relação à sementeira".

Segundo o relatório da FAO, a maior parte da recuperação na produção de cereais foi registrada nos países desenvolvidos, onde os agricultores estavam mais bem preparados para reagir ao aumento dos preços.

No entanto, os países em desenvolvimento contavam com uma capacidade de resposta muito limitada na provisão de seus setores agrícolas.

O texto também destaca que a agricultura mundial enfrenta grandes desafios a longo prazo que devem ser abordados "com urgência".

Entre eles, a nota destaca as restrições de água e terra, os poucos investimentos em infra-estrutura rural e pesquisa agrícola, a pouca adaptação à mudança climática e o alto custo dos insumos agrícolas.

Em 2007, o aumento dos preços dos alimentos elevou a 923 milhões o número de pessoas que passam fome no mundo.

A este respeito, a FAO ressaltou no comunicado que apesar da diminuição dos preços internacionais dos produtos básicos, os países de baixa renda não viram refletida esta mudança nos desses alimentos no mercado interno. EFE ebp/wr/fal

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