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Produção mundial do aço já sente os efeitos da crise, nota Worldsteel

SÃO PAULO - A produção mundial de aço em setembro já sentiu os efeitos da crise financeira mundial que se alastrou para a economia dos países. O impacto maior dos dados do mês, revelados hoje pela World Steel Association (Worldsteel), situada em Bruxelas, ocorreu na China, que teve uma queda de 9,1% na produção comparada com o mesmo mês de 2007.

Valor Online |

As usinas de aço chinesas fizeram 39,6 milhões de toneladas em setembro, ante 43,6 milhões um ano atrás. Em agosto deste ano, o volume alcançado foi de 42,6 milhões. No acumulado dos nove meses do ano, a China produziu 391 milhões de toneladas, uma alta de 6,2% sobre igual período de 2007, mostrando um processo de desaceleração do setor chinês.

O total produzido pelos 66 países pesquisados pela Worldsteel, que respondem por 98% do aço feito no mundo, somou 108,4 milhões de toneladas, retração de 3,2% sobre as 111,95 milhões de toneladas de setembro do ano passado. O montante é ainda mais inferior na comparação com agosto deste ano, quando atingiu 112,6 milhões de toneladas de aço bruto. Esse desempenho mostra o impacto da China, que responde por quase 40% do todo produzido pela indústria do aço mundial. No acumulado do ano, a produção ainda mostra alta, mas de 4,6%, para 1, 036 bilhão de toneladas, ante o ritmo de 7% do primeiro semestre.

Conforme a Worldsteel, a região da Ásia como um todo apresentou queda de 5,1% na oferta de aço em setembro, com total de 60,4 milhões de toneladas, em relação há um ano atrás, quando fez 63,7 milhões. A Coréia do Sul foi a única que conseguiu expansão, de 12,7% no mês, com 4,6 milhões de toneladas.

Na Europa, os 27 países da União Européia obtiveram ligeira alta, de 0,9%, com 17,4 milhões de toneladas no mês, e de 1,2% no acumulado de janeiro a setembro, com 160,1 milhões de toneladas. O desempenho da siderurgia alemã foi negativo em 0,6% no mês passado, ao contrário da Itália, que mostrou aumento de 2,4%.

Os três outros países dos BRICs tiveram desempenho positivo: a Rússia com aumento de 7%, o Brasil com 5% e a Índia com 4,8%. A América do Norte ainda conseguiu ficar estável na comparação com um ano atrás, em 10,9 milhões de toneladas, mas, em relação a agosto passado, já mostrou desaceleração na casa de 8%.

(Ivo Ribeiro | Valor Econômico para o Valor Online)

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