A produção mundial de café deve chegar a 118,1 milhões de sacas em 2007/08 e subir para 128 milhões na safra seguinte, mas as exportações caíram entre 2007 e 2008, afirmou nesta segunda-feira a Organização Internacional de Café (OIC).

A OIC confirmou assim os dados revisados em alta no relatório de junho, com uma estimativa da produção para a campanha 2008/09 de 128 milhões de sacas (de 60 kg), contra uma estimativa levemente inferior em maio (127 milhões de sacas).

Estas estimativas de produção, em alta de 8,5% em relação ao ano 2007/2008, podem ser explicadas principalmente pelas previsões do Brasil, onde já começou o ano fiscal 2008/09. As autoridades brasileiras esperavam uma colheita de 45,5 milhões de sacas, contra 36 milhões em 2007/08, indicou a OIC.

Durante o ano fiscal do café 2007/08, que vai de outubro de 2007 a abril de 2008, as exportações de café robusta caíram 7,08% em comparação com o ano anterior, enquanto que as de café arábica baixaram apenas 2,84%.

As exportações totais do ano 2007/2008 aumentaram para 71,29 milhões de sacas, contra 74,52 milhões no mesmo período do ano 2006/07, acrescentou a OIC.

"As perspectivas de consumo mundial continuam sendo altas, apesar do aumento dos preços do varejo", indicou o relatório. A OIC avaliou em 124,4 milhões de sacas a demanda mundial em 2007, em alta de 2,7% em relação a 2006.

Em seu relatório de maio, a OIC previa um consumo mundial em alta, a 125 milhões de sacas em 2008, e pelo menos 127 milhões de sacas para o ano 2009.

"Apesar de uma correção em junho, os preços continuam firmes, refletindo o aumento geral das matérias-primas", explicou nesta sexta-feira a OIC em uma carta.

"Mas apesar da firmeza dos preços, advertiu a OIC, a fragilidade do dólar, os crescentes custos de produção e a manutenção das fazendas limitam a probabilidade de um aumento da produção", indicou, destacando a escassa margem de manobra dos países produtores da África e da América Central.

Os estoques ficariam nos níveis mais "baixos dos últimos anos" para o período correspondente à colheita 2008-2009, ressaltaram os autores do relatório.

Os estoques brasileiros parecem estar num nível particularmente baixo: a OIC calculou em 11 milhões de sacas em 1º de abril de 2008.

mda/lm

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