SÃO PAULO - A produção mundial de aço em outubro mostrou queda expressiva de 12,4%, para 100,5 milhões de toneladas, sobre um ano atrás, conforme dados divulgados hoje em Bruxelas pela World Steel Association, entidade que reúne 66 países produtores e seu membros respondem por 85% do total do mundo. A queda retrata os impactos da crise financeira sobre todas as economias.

Na comparação com setembro deste ano, o decréscimo foi 6,9%. Na China, país de onde sai mais de um terço da oferta de aço bruto do mundo, houve a maior retração: 17% a menos que outubro de 2007, alcançando 35,9 milhões de toneladas. Em relação a setembro, caiu 9,4%.

No acumulado do ano, a produção mundial de aço atingiu 1,136 bilhão de toneladas, ainda revelando aumento de 2,9% sobre igual período do ano passado. A oferta chinesa nos dez meses ficou em 427 milhões de toneladas, 3,9% superior que um ano atrás. Por conta da paralisação de atividades em vários setores, com destaque para o automotivo, a demanda de aço neste trimestre cai fortemente nos principais mercados, em especial nos desenvolvidos - Estados Unidos e Europa.

Na União Européia, a Alemanha apresentou queda de produção de 7,7% em outubro e a Itália de 12,2%. A França ainda mostrou alta, de 16%. Os países da região do CIS, como Rússia e Ucrânia, tiveram uma retração expressiva de 32,6% no mês passado: na siderurgia ucraniana o volume baixou 48,7%, com fechamento de altos-fornos; nas usinas russas o índice de corte alcançou 27%.

Na América do Norte, com destaque para Estados Unidos, a produção de aço bruto foi 12,9% menor que no mesmo mês do ano passado, enquanto na América do Sul a queda foi de apenas 0,8%. A siderurgia brasileira ficou em linha com setembro deste ano, com 2,9 milhões de toneladas, 0,1% abaixo do volume de outubro de 2007.

As usinas da Ásia, como um todo, tiveram retração de 11,6% no mês passado, baixando a oferta de 64,4 milhões de toneladas um ano atrás para 56,9 milhões de toneladas. A produção do Japão perdeu 2,7%. Já Índia e Coréia do Sul mostram aumentos para 4,8 milhões de toneladas e 4,6 milhões de toneladas, respectivamente.

(Ivo Ribeiro | Valor Econômico para Valor Online)

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