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Produção local de cloro e soda sobe 3,2%; capacidade está no limite

SÃO PAULO - A expansão de duas plantas de produção de cloro e soda cáustica até o final deste ano deverá permitir um aumento da produção de mais de 3% neste ano. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor), no primeiro semestre deste ano, o setor acumula alta de 3,2% na produção doméstica, com 624 mil toneladas produzidas de janeiro a junho.

Valor Online |

Segundo Fernando Butze, presidente da entidade, espera-se que esse mercado tenha um adicional de 100 mil toneladas de cloro e 112 mil toneladas de soda-cáustica vindo da expansão da Carbocloro, em Cubatão, até o final de setembro. Já a Solvay Indupa, em Santo André, está alterando a tecnologia de produção e deve agregar até o final deste ano uma capacidade adicional de 40 mil toneladas de cloro e 60 mil toneladas de soda. As duas expansões devem consumir investimentos da ordem de US$ 160 milhões.

Ainda assim, Butze diz que é pouco. Estamos trabalhando com carga máxima e mesmo esses dois investimentos não serão suficientes, diz o executivo, que é também diretor comercial da Braskem. De acordo com ele, há projetos para o setor, mas nada anunciado ainda. Atualmente o uso da capacidade instalada no segmento é de 90,4%. Há um ano, essa fatia era de 88%.

Butze acredita que a falta de investimento no setor está relacionada com a grande insegurança no país em relação à oferta de energia, da qual o setor faz uso intensivo. Segundo ele, os problemas não se limitam às incertezas sobre a quantidade disponível de energia, mas também às condições de preço e qualidade de energia.

Se o governo deixar mais clara a regulação dos preços de energia vai ficar mais fácil para a iniciativa privada investir, avalia.

A demanda local continua bastante aquecida, sobretudo por tubos de PVC, que levam cloro em sido muito requisitados nos setor de construção civil. A produção local entretanto não é insuficiente e as importações estão aumentando.

De acordo com o executivo, no acumulado dos primeiros sete meses deste ano, a importação de soda cáustica cresceu 23%, para 541 mil toneladas. No mesmo intervalo do ano passado essa compra era de 438 mil toneladas.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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