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Produção industrial volta a mostrar trajetória de alta, avalia IBGE

RIO - O desempenho da produção industrial em julho, que avançou 1% na comparação com junho e 8,5% em relação a julho do ano passado, revela a volta de uma tendência de crescimento no setor, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Valor Online |

O coordenador da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), Silvio Sales, informou ainda sobre a ampliação de 3,9% da produção industrial no bimestre junho-julho na comparação com os dois meses anteriores. O resultado foi o melhor para esta comparação desde o bimestre encerrado em outubro de 2003, quando houve acréscimo de 6%.

A diferença é que, em outubro de 2003, a trajetória não era de um crescimento passado tão grande. A alta de 3,9% é expressiva porque a indústria não vinha em trajetória de queda , frisou Sales.

O resultado de julho foi puxado pelos bens de capital e pelos bens intermediários. Categoria mais abrangente da pesquisa, os bens intermediários subiram 1,1% entre junho e julho e 7,5% em relação a julho do ano passado. Entre os maiores impactos de alta entre junho e julho, apareceram outros produtos químicos, com alta de 4,2%, e fumo, com crescimento de 12,9%. Eles foram exemplos de integrantes do setor de bens intermediários que puxaram a produção industrial para cima em julho.

Entre as principais quedas entre junho e julho, chamou atenção o caso dos bens de consumo duráveis. O maior impacto negativo veio de material eletrônico e equipamentos de comunicações, com baixa de 7,6%, seguido por veículos automotores, com recuo de 1,2%.

As quedas fortes agora têm mais a ver com acomodações do que com reversão de tendência , alertou Sales.

O técnico do IBGE afirmou que, no acumulado bimestral, todos os setores mostraram trajetória de alta. Bens de capital avançaram 9,5% e os bens intermediários ficaram mais próximos da média de 3,9% e cresceram 3,5%. Entre os bens de consumo, os duráveis tiveram alta de 2,1% e os não-duráveis subiram 1,3% no intervalo junho-julho.

Sobre o decréscimo de 5,2% observado no segmento de bens duráveis em julho, Sales ponderou que isso não significa desaquecimento econômico ou freio no efeito do crédito sobre o comércio. Segundo ele, as estatísticas da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) mostram que concessionárias de veículos e móveis e eletrodomésticos continuam com resultados acima da média do comércio varejista e que os efeitos acontecem com mais intensidade sobre supermercados e hipermercados.

Para Sales, o crescimento das importações mostra um impacto maior sobre a produção industrial. Em julho, na comparação com igual mês do ano passado, as importações de bens de consumo duráveis avançaram 111%, Ele observou que isto explica quedas como a de 3,7% entre os eletrodomésticos em julho, mencionando o recuo de 7,1% na linha branca e de 8,3% na linha marrom.

Neste sentido, o técnico do IBGE acrescentou que, até o momento, não há sinal de impacto da alta dos juros básicos, iniciada em abril, sobre a produção industrial. As sondagens conjunturais não mostram empresas mudando decisões de investimentos. Até o momento, não há inflexão que possa ser relacionada com a alta dos juros , afirmou.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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