SÃO PAULO - A produção industrial do primeiro semestre de 2008 cresceu em todos os 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com destaque para Espírito Santo, Paraná e Goiás. Nessas áreas, a atividade fabril apresentou taxas de dois dígitos, de 16,1%, 11,3% e 11,1%, na ordem, e ficou acima da média nacional para o período, de 6,3%.

Em São Paulo, Pernambuco, Amazonas e Minas Gerais, a produção das indústrias também superou a marca nacional (6,3%) ao ter elevação de 9,8%, 7,9%, 7,5% e 6,6%, respectivamente.

Na maioria desses locais, confirma-se o padrão de crescimento observado para o total da indústria brasileira ao longo de 2008, uma vez que suas estruturas industriais têm forte presença de setores produtores de bens de capital e de bens de consumo duráveis, além da elevada produção de commodities exportadoras, sublinhou o IBGE em nota disponível em sua página eletrônica.

Conforme o organismo, a expansão de 16,1% na atividade industrial no Espírito Santo no primeiro semestre deste ano se deveu principalmente ao comportamento do setor extrativo. No Paraná, sobressaíram-se os ramos veículos automotores, edição e impressão, máquinas e equipamentos e celulose e papel. Já em Goiás, contribuiu para o maior dinamismo os segmentos de alimentos e bebidas, extrativo e produtos químicos.

Levando em conta o confronto junho ante maio, dez das 14 áreas investigadas registraram bom desempenho da indústria. Os avanços mais significativos ficaram com Rio Grande do Sul (6,5%) e Ceará (5,7%) após ambos apresentarem duas quedas consecutivas, período em que acumularam recuos de 5,8 e 10,3%, respectivamente, observou o instituto.

Ainda acima da média nacional mensal, de 2,7%, apareceram Goiás e São Paulo, com crescimento de 4% e 2,8%. Em sentido inverso, dos quatro locais com decréscimo na produção, chamaram atenção o caso da Bahia e Espírito Santo, que tiveram queda de 2,9% cada em junho perante maio.

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