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Entre janeiro e maio houve expansão de 17,3%; Em 12 meses, alta foi de 4,5%, o resultado mais elevado desde novembro de 2008

Em maio de 2010, a produção industrial repetiu o patamar de abril (0,0%), após ter interrompido uma sequência de resultados positivos iniciada em dezembro de 2009, na série livre de influências sazonais, em abril (-0,8%). Frente a maio de 2009, houve crescimento de 14,8%. Assim, o indicador acumulado entre janeiro e maio de 2010 registrou expansão de dois dígitos (17,3%). Já o acumulado dos últimos 12 meses (4,5%) foi o resultado mais elevado desde novembro de 2008 (4,8%), e avançou 2,2 pontos percentuais frente a abril (2,3%). As informações foram divulgadas hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre abril e maio, houve expansão da produção em 16 atividades e recuo em 11. Dentre as taxas positivas, os principais impactos vieram de bebidas (+4,8%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (+6,1%), veículos automotores (+1,4%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (+5,7%), minerais não metálicos (+1,9%) e celulose e papel (+1,7%). Por outro lado, as maiores pressões negativas decorreram de refino de petróleo e produção de álcool (-4,6%), influenciado por paralisações técnicas programadas em refinarias do setor; alimentos (-1,7%), após acumular crescimento de 8,3% nos últimos quatro meses; farmacêutica (-4,6%) e produtos de metal (-3,0%).

Ainda na comparação com abril, o setor de bens de capital (+1,2%) registrou maior ritmo de crescimento e aumentou a sequência de taxas positivas (14 meses), com expansão de 42,5% nesse período. Os segmentos de bens intermediários e bens de consumo duráveis praticamente repetiram o patamar do mês anterior, ambos com variação positiva de 0,1%. Já o setor de bens de consumo semi e não duráveis, com queda de 0,9%, registrou recuo pelo segundo mês seguido – perda de 2,2% no período.

O índice de média móvel trimestral (+0,8%) reduziu o ritmo de crescimento frente a março (+2,0%) e abril (+1,3%), mantendo a trajetória ascendente iniciada em março de 2009. Bens de capital (+2,6%) exibiu a maior expansão entre abril e maio, e manteve a sequência de taxas positivas iniciada em junho de 2009; seguido de bens intermediários (+0,8%) e bens de consumo duráveis (+0,2%). Por outro lado, bens de consumo semi e não duráveis registrou o único resultado negativo (-0,3%), interrompendo oito meses de alta no indicador.

Na comparação com maio de 2009, a alta de 14,8% elevou a série de taxas positivas na comparação (sétimo mês seguido). Além de uma base de comparação retraída, efeito da crise internacional de fins de 2008, maio de 2010 teve um dia útil a mais que o mesmo mês do ano passado (respectivamente, 21 e 20 dias).

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