No ano, desempenho segue positivo com alta acumulada de 14,1%; em 12 meses indicador registra avanço de 9,9% até agosto

A produção industrial teve variação de -0,1% em agosto, permanecendo praticamente estável em comparação com o desempenho apresentado do mês anterior, na série livre de influências sazonais, após ter registrado avanço de 0,6% em julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação a agosto de 2009 houve expansão de 8,9%, completando dez meses seguidos de taxas positivas. Nos primeiros oito meses do ano o acúmulo foi de 14,1%. O acumulado nos últimos 12 meses manteve a trajetória ascendente iniciada em outubro de 2009, ao passar de 8,3% em julho para 9,9% em agosto.

Segundo a consultoria LCA, os indicadores seguem sinalizando uma atividade industrial “morna” no período restante do ano. "Mantemos inalterada nossa projeção para a produção industrial em 2010, de 11,5%, o que corresponde a uma elevação média de 0,7% ao mês, entre setembro e dezembro. Para 2011, nossa projeção é de crescimento de 3,5%", afirma a consultoria em relatório.

Desempenho da indústria

Evolução mensal da produção no País - em %

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Fonte:IBGE

Na passagem de julho para agosto, 16 das 27 atividades pesquisadas apontaram redução na produção, com o principal impacto negativo vindo do setor de metalurgia básica (-5,8%), seguido por refino de petróleo e produção de álcool (-3,6%), influenciado pela paralisação técnica em uma unidade de produção do setor, farmacêutica (-5,5%), bebidas (-4,9%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (-6,5%).

Os ramos que mais pressionaram positivamente foram: máquinas e equipamentos (5,6%), que recuperou parte da perda observada em julho (-6,2%), veículos automotores (1,4%), edição e impressão (4,1%) e outros equipamentos de transporte (4,5%).

Ainda na comparação com o mês anterior, nos índices por categorias de uso, somente o segmento de bens de capital (1,4%) apontou avanço na produção, após ligeira variação positiva (0,2%) em julho. As demais categorias de uso registraram resultados negativos, com destaque para bens intermediários (-1,5%), que mostrou a queda mais acentuada, vindo a seguir bens de consumo semi e não duráveis (-0,8%) e bens de consumo duráveis (-0,1%).

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