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Produção industrial de SP tem maior queda em 9 anos, diz IBGE

A indústria paulista acompanhou a derrocada nacional do setor em dezembro e apresentou queda de 14,9% na produção em relação ao mês anterior, o pior resultado em nove anos. Ante igual mês de 2007, houve queda de 14,5%, a maior desde março de 2006.

Agência Estado |

Dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que, dos 14 locais pesquisados, 13 recuaram na produção em dezembro. Uma queda tão generalizada na indústria regional não era apurada desde janeiro de 2002.

A economista da coordenação de indústria do instituto, Isabella Nunes, disse que as turbulências internacionais afetaram a produção em São Paulo porque o Estado abriga toda a cadeia automotiva e os segmentos de automóveis e autopeças são os que mais sofrem efeitos das turbulências. Para o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) houve "impacto avassalador" da crise sobre a indústria na região.

"A crise atingiu com tudo a produção da indústria paulista no mês de dezembro", avalia o Iedi em relatório divulgado ontem. As principais pressões de queda na indústria paulista em dezembro vieram de veículos automotores (44,2%, incluindo automóveis e autopeças), material eletrônico e de comunicações (60,5%, puxada especialmente por celulares) e máquinas e equipamentos (27,7%).

Assim como ocorreu na média nacional, a indústria de São Paulo mostrou uma brusca guinada de setembro para o quarto trimestre. Após uma expansão acumulada de 8,7% de janeiro a setembro do ano passado, o setor industrial local recuou 8% no quarto trimestre ante igual período de 2007, fechando o ano com aumento de 5,3%.

Segundo Isabella, assim como ocorreu em São Paulo, as regiões que apresentaram os piores desempenhos e as mais intensas desacelerações em dezembro são produtoras especialmente de automóveis ou commodities exportadoras.

A economista do IBGE disse que os três Estados que mostraram desaceleração mais forte nos resultados na passagem do terceiro para o quarto trimestre, que são Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, têm nas suas indústrias peso forte do setor automobilístico ou de commodities exportadoras, como minério de ferro e aço.

No caso das indústrias mineira (queda de 27,1%) e capixaba (de 29,6%) os resultados de dezembro, em relação a igual mês do ano anterior, foram os piores apurados pelo IBGE desde o início da série histórica da pesquisa, em 1991. A única região que mostrou crescimento na produção em dezembro ante igual mês de 2007 foi Goiás (1,1%). Segundo Isabella, essa região tem como forte destaque a indústria de alimentos, mais vinculada à renda do que ao crédito e, portanto, menos afetada pela crise.

No fechamento de 2008, a produção aumentou em 13 das 14 regiões pesquisadas. A exceção foi Santa Catarina, onde houve queda de 0,7%. Segundo Isabella, a indústria catarinense enfrentou um problema adicional à crise, já que enfrentou fortes estragos provocados pela chuva, que afetaram as fábricas e a estrutura de escoamento da produção local. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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