A forte leitura do segundo trimestre como um todo, porém, sugere que os dados do Produto Interno Bruto do bloco serão robustos

A produção industrial da zona do euro diminuiu em junho, com queda na atividade da França e da Alemanha, mas a forte leitura do segundo trimestre como um todo sugere que os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do bloco serão robustos.

A produção encolheu 0,1% na comparação mensal, mostraram dados divulgados pela agência de estatísticas Eurostat nesta quinta-feira, embora a queda siga o forte crescimento de abril e maio. Em relação a junho do ano passado, a produção se expandiu 8,2%.

Analistas consultados pela Reuters previam um avanço mês a mês de 0,7% e uma alta anual de 9,3%.

Depois da série recente de dados positivos sobre a economia dos 16 países que compartilham o euro, os números da produção industrial indicam uma desaceleração no final do último trimestre. Porém, os dados são voláteis, e os relatórios sobre o terceiro trimestre têm sido otimistas.

Uma estimativa preliminar para o PIB da zona do euro no segundo trimestre será anunciada na sexta-feira. Economistas ouvidos pela Reuters esperam um avanço sólido de 0,7% na comparação trimestral, após o crescimento anêmico de 0,2% no primeiro trimestre.

Ofuscando parte da decepção com os dados de junho, a Eurostat revisou para cima dados anteriores, dizendo que a produção industrial cresceu 1,1% em maio sobre abril, com ganho de 9,9% na comparação anual, após a sólida expansão de 0,8% em abril.

Em junho, os dados da produção industrial da zona do euro foram pressionados pelo desempenho ruim da Alemanha e da França, as duas maiores economias da região. A produção alemã caiu 0,5% no mês, e a produção francesa recuou 1,6%.

Mas, da mesma forma, esses declínios seguem o forte crescimento de abril e maio.

A produção na Holanda teve a forte queda de 3,1%, mas subiu 0,6% na Itália.

De acordo com as previsões da Comissão Europeia, o PIB da zona do euro deve crescer 0,9% em 2010 como um todo. Uma pesquisa da Reuters com economistas, publicada na terça-feira, estima uma expansão de 1,2% para a economia da região neste ano.

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