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SÃO PAULO - Dos 14 locais investigados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), seis registram recuo na produção industrial entre julho e agosto enquanto oito áreas verificaram crescimento. Entre as áreas com queda na produção, as pressões mais relevantes vieram de São Paulo e Minas Gerais (ambos com -1,8%), Rio de Janeiro (-2,7%) e Paraná (-4,8%), que respondem por cerca de 65% do total da indústria, destacou o organismo.

Nas localidades com expansão na atividade fabril, figuraram Pernambuco, com 5,3%, Bahia, que apresentou alta de 4,4%, região Nordeste, com ampliação de 3,1%, e Ceará, que teve aumento de 2,4%. Também registraram taxas positivas Pará (1,6%), Espírito Santo (1,4%), Santa Catarina e Rio Grande do Sul (os dois com 0,7%).

Na passagem de julho para agosto, a produção industrial brasileira caiu 1,3%, mas teve acréscimo de 2% perante o oitavo mês de 2007. Do início do ano até agosto, o crescimento foi de 6%. Em 12 meses, houve expansão de 6,5%.

O IBGE mostrou que, no confronto com agosto do ano passado, a maioria das áreas pesquisadas teve resultados positivos, como Pará, Espírito Santo e Bahia, com altas de 10,3%, 7,1% e 7%, na ordem. Goiás anotou crescimento de 6,7% na produção industrial, acima da média nacional (2%). O instituto atribuiu esse desempenho à influência das indústrias extrativas, celulose e papel e produtos químicos.

Ainda na base anual, as exceções ficaram com Amazonas, onde a produção das indústrias declinou 3% depois de 14 meses consecutivos de avanço, e Santa Catarina, que apresentou retração de 1,8%. Tiveram impacto nessas baixas os setores de alimentos e bebidas e madeira, respectivamente.

(Valor Online)

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