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Produção industrial cai 1,7% em outubro e avança 5,8% no ano, diz IBGE

RIO - A produção industrial brasileira recuou 1,7% em outubro depois de aumentar 1,5% um mês antes (número revisto), na série com ajuste sazonal. Perante outubro do ano passado, houve crescimento de 0,8%, a menor taxa desde dezembro de 2006, quando correspondeu a 0,3%.

Valor Online |

No acumulado do ano até outubro, a expansão foi de 5,8%. Em 12 meses, o acréscimo ficou em 5,9%. Essas taxas foram inferiores, contudo, àquelas apuradas em setembro, de 6,4% e 6,8%, na ordem.

Conforme o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 15 dos 27 ramos analisados registraram queda na produção na passagem de setembro para o mês seguinte, como outros produtos químicos (-11,6%), refino de petróleo e produção de álcool (-9%) e máquinas e equipamentos (-5,2%).

"Na comparação outubro 2008/setembro 2008, a redução no ritmo produtivo alcançou todas as categorias de uso. A queda mais acentuada foi observada em bens de consumo duráveis (-4,7%), segmento que apresentara dois meses consecutivos de expansão com ganho acumulado de 2,1%", observou o IBGE em nota divulgada nesta terça-feira.

Pelo mesmo confronto, bens de intermediários cederam 3% e bens de capital perderam 0,5%. A produção de bens de consumo semi e não-duráveis diminuiu 2,2%.

Perante outubro de 2007, a atividade da indústria brasileira avançou apenas 0,8%, com 12 dos 27 segmentos estudados com crescimento. Chamaram atenção outros equipamentos de transporte, com elevação de 63%, indústria farmacêutica, que teve expansão de 28,2%, e máquinas e equipamentos, com ampliação de 6,3%.

Entre as categorias de uso, o destaque coube a bens de capital, que registrou taxa de dois dígitos, de 15,8% de alta. Bens de consumo duráveis declinaram 1,5%, menor taxa desde fevereiro de 2007 (-2,6%), mas os semi e não-duráveis subiram 0,6%. Bens intermediários apresentaram queda de 2,4% perante outubro do ano passado.

De janeiro a outubro, o crescimento da produção industrial ficou em 5,8%, apoiado por 21 atividades, especialmente veículos automotores, que verificou expansão de 16%.

"A redução observada na passagem de setembro para outubro (-1,7%) e a conseqüente perda de ritmo nos indicadores para períodos mais longos, mesmo com um calendário que favorece outubro de 2008 (com mais um dia útil que outubro de 2007), está marcada por quedas importantes em setores que concederam férias coletivas não planejadas ou efetuaram paralisações técnicas não programadas, num contexto de aumento da incerteza no ambiente econômico internacional", resumiu o IBGE na nota.

(Valor Online)

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