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Produção industrial cai 0,5% em maio, diz IBGE

RIO DE JANEIRO - A produção industrial brasileira amargou uma queda de 0,5% em maio, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. O resultado ficou abaixo das expectativas dos analistas consultados pela Reuters, que esperavam uma leve alta de 0,3% da produção em maio.

Redação com agências |

 

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a produção industrial registrou um avanço de 2,4%, também abaixo das estimativas do mercado, que apontavam para um ganho de 4,6%.

No ano, a atividade acumula expansão de 6,2%. Nos últimos 12 meses o avanço foi de 6,7%.

O coordenador de indústria do IBGE, Silvio Sales, disse hoje que a queda de 0,50% registrada na produção industrial brasileira em maio ante abril ocorre após dois crescimentos consecutivos ante mês anterior. Segundo ele, os dados confirmam que "a produção em 2008 está em nível elevado, mas com um quadro, ao longo do ano, de estabilidade".

Setores

Na passagem de abril para maio, 16 das 27 atividades pesquisadas registraram redução na produção, como veículos automotores (-5,5%) e máquinas e equipamentos (-4,7%). Já entre os 11 ramos com avanço, as principais contribuições vieram de bebidas (9,1%), refino de petróleo e produção de álcool (3,3%) e outros produtos químicos (3,1%).

Por categoria de uso, na base mensal, bens de capital cederam 4,9% e bens de consumo duráveis baixaram 1,3%. Bens intermediários apresentaram elevação de 0,3% e bens de consumo semi e não duráveis ampliaram-se 1,3%, acabando por compensar o declínio de 1,1% anotado em abril.

Perante maio de 2007, 15 atividades verificaram crescimento, sobressaindo veículos automotores (6,5%), outros equipamentos de transportes (24,2%) e indústrias extrativas (7,2%). Do lado dos segmentos com diminuição na produção, as pressões mais expressivas partiram de fumo, que teve baixa de 21,3%, máquinas de escritório e equipamentos de informática, com retração de 9,7%, e calçados e artigos de couro, que apresentou decréscimo de 12,9%.

O IBGE ressaltou que o aumento de 2,4% na atividade industrial em maio ante um ano atrás foi mais modesto do que os 10% apurados em abril, quando 21 atividades viram expansão.

O organismo apontou que, além da influência da elevada base de comparação, uma vez que a partir de maio do ano passado a produção acentuava a sua trajetória ascendente, observa-se em maio de 2008 menos 2 dias trabalhados (20) que maio de 2007 (22).

Respeitando o comparativo anual, bens de capital subiram 5,8%, bens intermediários cresceram 2,3% e bens de consumo duráveis ampliaram-se 6%. Bens semi e não duráveis apresentaram, contudo, pequena baixa, de 0,1%.

De janeiro a maio, 20 das 27 atividades analisadas mostraram avanço. O IBGE chamou atenção para o desempenho de veículos automotores (18,2%), máquinas e equipamentos (10,4%), outros equipamentos de transporte (31,9%) e metalurgia básica (7,1%).

Com informações da Reuters, do Valor Online e da Agência Estado

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