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RIO - A produção industrial brasileira avançou 1% em julho, seguindo aumento de 2,9% (número revisto) um mês antes, na série com ajuste sazonal. Perante o sétimo mês de 2007, o crescimento foi de 8,5%, completando uma seqüência de 25 meses de resultados positivos neste tipo de indicador, destacou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em nota.

De janeiro a julho deste calendário, houve expansão de 6,6% na produção industrial nacional. Em 12 meses, o acréscimo correspondeu a 6,8%, pouco acima da taxa registrada nos 12 meses terminados em junho (6,7%).

Na passagem de junho para julho, 17 das 27 atividades investigadas pelo IBGE verificaram elevação na produção, sobressaindo produtos químicos (4,2%), edição e impressão (5,6%), máquinas equipamentos (2,0%) e fumo (12,9%). Entre os segmentos com queda, chamaram atenção material eletrônico e equipamentos de comunicações, com baixa de 7,6%, veículos automotores, com recuo de 1,2%, bebidas, que tiveram retração de 3%, e outros equipamentos de transporte, com declínio de 3,4%.

Por categorias de uso, ainda na comparação mensal, mostraram maior dinamismo em bens de capital (1,2%) e em bens intermediários (1,1%), que atingiram em julho seus mais elevados patamares na série histórica, revelou o organismo. Bens de consumo duráveis cederam 5,2% em julho, invertendo a direção tomada no mês anterior, de alta de 7,7%. Bens de consumo semi e não-duráveis apresentaram variação nula, sucedendo dois meses de crescimento.

Perante julho do ano passado, dos 27 ramos estudados, 23 ampliaram a produção, como é o caso de veículos automotores (17,3%), além de máquinas e equipamentos (12,5%) e metalurgia básica (10%). Nestes três setores, os itens de maior destaque foram, respectivamente: automóveis e caminhões; aparelhos elevadores ou transportadores para mercadoria; válvulas torneiras e registros; e relaminados de aço e lingotes, blocos e placas de aço, apontou o IBGE.

Vale notar que produção em julho deste ano contou com um dia útil a mais do que em mesmo intervalo do exercício passado.

No acumulado do ano até julho, a elevação de 6,6% na produção industrial foi apoiada no melhor desempenho de 22 atividades, com menção para a fabricação de veículos automotores, que cresceu 18,4% e sustentou a liderança em termos de impacto sobre o índice global. Também contribuíram positivamente máquinas e equipamentos (10%), outros equipamentos de transporte (32,5%) e metalurgia básica (7,9%).

(Valor Online)

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