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Produção global de trigo em 2009 deve cair 5%, diz consultoria

Por Sybille de La Hamaide GENEBRA (Reuters) - A produção mundial de trigo em 2009 provavelmente atingirá 647 milhões de toneladas, queda de 5 por cento em relação ao recorde atingido neste ano, de 682 milhões de toneladas, devido a uma retração na área semeada, previu nesta quarta-feira a consultoria norte-americana AgResource.

Reuters |

"Estou prevento uma queda de 30 a 35 milhões de toneladas na produção global, principalmente por causa de um plantio menor", afirmou o presidente da AgResource, Dan Basse, à Reuters, durante conferência em Genebra.

Basse não deu detalhes sobre as safras dos Estados Unidos, Rússia e Austrália, mas previu uma redução na produção da União Européia de 8 milhões de toneladas, para 142 milhões de toneladas, que levaria a exportações menores do bloco em 2009/10.

A Ucrânia colheria 22 milhões de toneladas, ante 25,5 milhões de toneladas em 2008.

O mundo produziu uma safra recorde de trigo em 2008 devido aos preços recordes registrados no início do ano, o que levou a um aumento da área plantada.

Isso, por sua vez, pressionou os preços globais. Recentemente, pesou mais nas cotações os temores de que a recessão poderá reduzir a demanda pelo grão.

O contrato referencial da bolsa de Chicago está cotado atualmente em torno de 5,3 dólares por bushel, menos da metade do pico registrado em fevereiro deste ano, acima de 13 dólares.

Segundo a consultoria, no curto prazo o mercado deve permanecer fraco, e a volatilidade deve continuar.

"Se tivermos um problema climático no ano que vem, nós precisamos lembrar que não teremos um amortecedor", disse ele, apontando os estoques globais apertados apesar da grande safra deste ano.

"Não precisamos de muito para mudar a cotação de 4, 5 dólares para 9, 10 ou 11 em um curto período."

Deixando de lado eventos imprevisíveis, Basse afirmou que acredita em um "mercado altista" em fevereiro ou março do próximo ano, com investidores retomando a confiança e levando em conta o crescimento na demanda dos países em desenvolvimento, além do maior consumo do produto pelo setor de biocombustível.

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