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Produção elétrica do Iraque recupera nível anterior à invasão de 2003

A produção de eletricidade no Iraque alcançou pela primeira vez o nível de antes da invasão americana de 2003, mas terá de esperar pelo menos três anos para atender à demanda.

AFP |

"2008 é o primeiro ano no qual a produção alcançou o nível anterior à queda do regime de Saddam Hussein, mas o déficit entre a oferta e a demanda aumentou fortemente", disse à AFP Adel Mahdi, conselheiro do ministério de Energia.

Em 2002, o máximo nível de demanda foi de 6.049 megawatts (MW) para uma produção de 5.305 MW, ou seja um déficit de 12,3%. Já este ano a demanda foi de 9.708 MW e a produção de 5.302 MW, ou seja uma escassez de 45,4%. Em média, o déficit dos três últimos meses oscila em torno dos 48%.

Em dezembro de 2003, a produção elétrica era de 3.452 MW.

Segundo Mahdi, a capacidade teórica das instalações no Iraque é de 13.000 MW. "No entanto, o rendimento real é inferior à metade desta cifra pela falta de manutenção", explicou o especialista, empregado do ministério há 32 anos.

Segundo o plano do ministério de Energia, o país não sofrerá mais escassez em 2012, quando pela primeira vez a demanda deve ser de 19.200 MW e a produção, 20.320 MW.

Entretanto, Mahdi é cético: "Nossas previsões se baseiam num aumento de 10% ao ano, mas se a paz voltar, o crescimento anual será de pelo menos 20%", porque grande parte dos dois milhões de iraquianos refugiados no estrangeiro voltará. "Com isso, teremos novas empresas", completou.

"Corremos o risco de enfrentar muitos e sérios problemas se não implementarmos uma nova geração de centrais elétricas", afirmou.

Para ele, o atraso na renovação da rede elétrica pode ser explicado de um lado por sabotagem, que praticamente acabou, e de outro pela lei anticorrupção do americano Paul Bremer.

"Ele impôs uma lei sobre a transparência que afetou nossos projetos, porque ninguém queria assinar por medo de acabar na prisão. De 2003 a 2007, seguindo as regras, eram necessários 18 meses para poder ratificar um contrato", disse.

Consciente da necessidade de avançar rapidamente, o primeiro-ministro, Nuri al Maliki, decidiu este ano assinar acordos com grandes empresas internacionais, indicou.

Em junho, assinou um contrato de US$ 480 milhões com o grupo americano General Electric para o fornecimento de três centrais de 650 MW no total no sul de Bagdá, na cidade santa xiita de Kerbala e em Taji, no norte. Elas podem começar a operar no fim de 2009 ou no início de 2010.

No mesmo mês, assinou um protocolo de acordo com o grupo alemão Siemens para a construção de 16 centrais de 160 a 270 MW, por um total de 3.250 MW. Segundo Mahdi, elas devem ficar prontas em 24 meses.

Alem destas empresas, estão trabalhando no país, no setor de energia, muitas outras empresas, como a chinesa Shanghai Electric e a coreana Hyundai.

Entretanto, Mahdi considera que "o Iraque precisa de ajuda internacional de técnicos competentes, agora que a segurança melhorou".

sk/lm

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