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Produção de veículos cai 47% em dezembro

A produção de veículos em dezembro caiu 54,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior e 47,1% na comparação com novembro. Foi o pior desempenho mensal do setor em nove anos.

Agência Estado |

O resultado vai novamente respingar nos dados gerais da produção industrial que será divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em fevereiro, pois o setor tem forte peso no índice.

O IBGE já assustou o setor industrial e a equipe econômica do governo ao divulgar, nesta semana, queda de 5,2% na produção industrial em novembro, o maior recuo em 13 anos, como resultado da crise internacional. Apesar do susto, o ano foi recorde para a indústria automobilística em produção e vendas (leia ao lado).

Diante da queda e da falta de perspectivas de melhora no primeiro trimestre, a indústria cortou 3,2 mil postos de trabalho em dezembro, mês em que foi beneficiada com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). As montadoras de veículos demitiram 1,96 mil trabalhadores e as de máquinas agrícolas, mais 1,24 mil.

No mês passado foram produzidos 102,1 mil veículos, incluindo caminhões e ônibus, o menor volume mensal desde dezembro de 1999. A queda é justificada pelas férias coletivas que todas as montadoras deram aos funcionários durante quase todo o mês, após encerrarem novembro com mais de 300 mil carros em estoque, suficientes para 56 dias de vendas. No fim de dezembro, o estoque baixou para 211 mil veículos, equivalente a 36 dias de vendas, ainda considerado elevado ante a média de 27 a 28 dias mantida nos últimos meses.

Já as vendas internas reagiram e cresceram 9,4% em relação a novembro, para 194,4 mil unidades, consequência da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que baixou os preços dos carros. "Apesar das demissões em dezembro, o setor encerrou o ano com estoque positivo de 7,7 mil vagas", diz o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider. As montadoras encerraram 2007 com 120,3 mil trabalhadores. Em 2008, empregavam 128 mil pessoas.

Schneider diz que as dispensas ocorreram principalmente nas empresas que exportam boa parte da produção e entre as fabricantes de colheitadeiras, que tiveram as vendas paralisadas após a crise. Neste começo de ano, várias montadoras adotaram medidas de flexibilização, como dispensa temporária de pessoal, redução da jornada e novas férias coletivas.

Ao contrário do que sempre fez, a Anfavea não divulgou ontem projeções de produção, vendas e exportações para este ano. "Em razão de as medidas do governo terem sido anunciadas no meio de dezembro e tendo em vista que o processo de implantação começou a ter resultados no fim do ano, precisamos de prazo maior para análise da sua eficácia", diz Schneider. Segundo ele, os dados de dezembro mostram que as medidas são positivas, "mas ainda não sabemos sua dimensão". A única certeza é de que as exportações continuarão caindo.

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