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Produção de aço recua quase 20%

A produção brasileira de aço bruto caiu 19,8% no mês de novembro ante outubro, atingindo 2,32 milhões de toneladas, segundo informou ontem o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS). Em relação a laminados, a produção de novembro, de 1,73 milhão de toneladas, representa diminuição de 26% sobre o mês anterior.

Agência Estado |

O IBS atribuiu a queda ao fraco desempenho do setor no mês passado, provocado pela retração mundial na atividades econômica. Paralisações totais ou parciais de usinas e outras unidades de produção haviam sido anunciadas ao longo dos últimos 30 dias.

A Gerdau já havia previsto queda de 24% nas suas atividades e a Usiminas anunciou ter antecipado para agora a parada para manutenção do alto-forno de duas usinas, que estavam previstas para 2009. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) dará férias coletivas a dois mil trabalhadores.

Segundo os dados do IBS, o resultado negativo de novembro não impediu que, no acumulado do ano, a produção de aço bruto, de 32,1 milhões de toneladas, ainda registrasse aumento de 4,2% sobre igual período de 2007, refletindo o forte crescimento observado até setembro. Também houve crescimento, porém mais modesto (0,6%), na produção acumulada de laminados no ano, que atingiu a 23,8 milhões de toneladas.

As vendas internas de laminados em novembro atingiram 1,4 milhão de toneladas, representando queda de 26% sobre outubro e de 24% sobre igual mês de 2007. Mas nos primeiros 11 meses do ano, as vendas no mercado doméstico de laminados somaram 20,1 milhões de toneladas, crescimento de 10,4% em relação a igual período de 2007. O IBS informou também que as vendas para o mercado externo totalizaram no mês de novembro 448 mil toneladas, no valor de US$ 441,6 milhões. Com esse resultado, as vendas externas no período de janeiro a novembro chegaram a 7,94 milhões de toneladas, representando queda de 10,5% em relação à igual período em 2007. O valor das vendas externas de US$ 6,82 bilhões, no entanto, representa aumento de 22,5% o ano anterior devido às condições favoráveis no mercado internacional nos primeiros meses de 2008.

Os Sindicatos da Coordenação Única dos Trabalhadores da Companhia Vale (Cutvale) enviaram carta ao presidente da Vale, Roger Agnelli, pedindo uma audiência para discutir medidas para impedir novas demissões na empresa. Eles aceitam discutir uma redução na jornada de trabalho dos empregados da companhia. Em contrapartida, exigem a revogação de todas as demissões ocorridas desde o primeiro dia de novembro. Segundo o diretor da Cutvale, Jorge Luiz Campos, há a expectativa de que representantes do sindicatos se reúnam com a empresa em janeiro. "Sabemos que é complicado rever demissões, mas vamos insistir nisso, além de pedir à empresa que suspenda sua política de demissões que vêm continuando. Queremos dar mais tranqüilidade aos funcionários que hoje estão trabalhando na empresa", disse.

Ele não descartou a possibilidade de o sindicato fazer novos protestos e até mesmo tentar paralisações ou uma greve caso não sejam recebidos pela diretoria da empresa. Até o momento, a Vale anunciou 1,3 mil demissões. Mas a Cutvale alega que já são 3 mil funcionários diretos que foram desligados, mais cerca de 6 mil trabalhadores terceirizados. A assessoria de imprensa da Vale não comentou a carta dos sindicatos.

Na semana passada, cerca de 150 trabalhadores da Vale já haviam realizado protesto em frente à sede da empresa no centro do Rio. Eles colocaram bonecos na porta da companhia representando os funcionários demitidos. Campos adotou até tom sarcástico ao comentar o que chama de "poucos esforços" da empresa para conter as demissões: "Por que o Roger não abre mão de seu bônus de final de ano?", indagou.

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