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Brasília, 5 fev (EFE).- A produção de grãos do Brasil cairá entre 7,6% e 6,5% neste ano, devido a uma intensa seca em regiões agrícolas, segundo duas previsões distintas divulgadas hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), respectivamente.

Segundo cálculos da Conab, a produção de grãos no ciclo 2008/2009 será de 134,6 milhões de toneladas, o que para esse órgão representa uma queda de 6,5% em relação ao ciclo anterior, finalizado em 2007, com 144,1 milhões de toneladas.

As previsões do IBGE são ainda piores, estimando uma queda de 7,6%, com 134,7 milhões de toneladas, após 145,8 milhões de toneladas da safra anterior.

O IBGE também atribui a queda aos fatores climáticos, como a falta de chuvas nos estados do sul e sudeste, especialmente no Mato Grosso do Sul.

Ambos os órgãos indicaram em seus relatórios que os cultivos mais prejudicados pela seca foram os de milho e de soja, cujas produções cairão 14,2% e 4,7%, respectivamente, segundo a Conab.

De acordo com essas previsões, a produção de milho será de 50,3 milhões de toneladas, e a de soja, de 57,2 milhões de toneladas.

"Apesar da diminuição, a produção de grãos será a segunda maior da história e se manterá em um nível confortável, que não compromete o abastecimento interno nem as exportações", afirmou o presidente da Conab, Wagner Rossi.

Ele também ressaltou que, apesar da redução geral, haverá alguns cultivos cuja produção crescerá.

Entre eles, Rossi citou o feijão e o arroz, para os quais prevê aumentos de 1,9% e 2,5%, respectivamente.

Tanto a Conab quanto o IBGE coincidiram em que a área cultivada crescerá 0,9%, para chegar este ano a 47,8 milhões de hectares. EFE ed/jp