SÃO PAULO - A demanda das empresas por crédito foi recorde no mês passado, na série histórica iniciada em janeiro de 2007. O indicador, medido pela Serasa Experian e que é baseado no número de pessoas jurídicas que buscaram concretizar alguma relação creditícia, seja com instituições financeiras (financiamentos) ou não financeiras (crédito mercantil), cresceu 17,9% em março contra fevereiro, atingindo o patamar de 110,8.

SÃO PAULO - A demanda das empresas por crédito foi recorde no mês passado, na série histórica iniciada em janeiro de 2007. O indicador, medido pela Serasa Experian e que é baseado no número de pessoas jurídicas que buscaram concretizar alguma relação creditícia, seja com instituições financeiras (financiamentos) ou não financeiras (crédito mercantil), cresceu 17,9% em março contra fevereiro, atingindo o patamar de 110,8. Os economistas da Serasa Experian explicam que o ritmo acelerado de crescimento da atividade econômica percebido durante o primeiro trimestre de 2010 e as boas perspectivas de expansão para o restante do ano incrementaram a procura por crédito das empresas tanto de capital de giro quanto de investimentos. Eles também enfatizam que esta tendência deve prevalecer ao longo dos próximos meses. Na comparação com março de 2009, a demanda das empresas por crédito avançou 24,1%, resultando em uma alta acumulada no primeiro trimestre de 12,7% em relação ao mesmo período de 2009. Na análise por porte, o destaque ficou por conta das micro e pequenas empresas, que registraram um avanço de 19% em março contra fevereiro. A principal característica desta categoria é a dinâmica atrelada, fundamentalmente, ao mercado interno. No acumulado do ano, essas empresas obtiveram aumento de 14,1% na procura por financiamento, ficando praticamente empatadas com as grandes empresas (14,4%). Já na classificação por setores econômicos, as empresas de serviços lideram a expansão da demanda por crédito em março, com um avanço de 19,8% contra fevereiro. Em seguida, aparecem as empresas do comércio, com 17,6%. Já as indústrias registraram crescimento de 12,9%, na mesma base comparativa. Segundo a Serasa, a maior exposição do setor industrial ao cenário externo é uma das causas do desempenho mais fraco dessas empresas, em relação aos demais setores econômicos, no que se refere à procura por crédito. (Karin Sato | Valor)
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