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Problemas regionais e globais marcam chegada da R.Tcheca ao comando da UE

Praga, 1º jan (EFE).- A República Tcheca assumiu hoje, quase cinco anos após sua entrada na União Européia (UE), o comando do Conselho de Ministros de bloco, em meio à crise financeira internacional, à violenta crise no Oriente Médio e à disputa sobre o gás entre Rússia e Ucrânia.

EFE |

Ainda sob os efeitos da ressaca das festas de fim de ano, os tchecos, considerados eurocéticos, apressaram-se a lançar mensagens claramente pró-UE, ao passo que a diplomacia do país assegurou que o trabalho que pretende realizar não será de "meras formalidades".

O primeiro-ministro Mirek Topolanek confirmou nesta quinta-feira que a República Tcheca organizará e liderará uma missão de paz no Oriente Médio, cujo objetivo será tentar uma trégua entre israelenses e palestinos após seis dias de bombardeios israelenses sobre a Faixa de Gaza, onde mais de 400 pessoas já morreram.

A missão que Praga prepara é uma iniciativa da UE e não contará com a ajuda dos Estados Unidos, que trocará de presidentes em 20 de janeiro, disse o chefe do Governo tcheco.

A atual tensão entre Moscou e Kiev por conta da chamada "guerra do gás" é outro conflito ante o qual Praga terá que articular uma postura comum do bloco, uma vez que, diante da decisão da empresa russa Gazprom de suspender a distribuição do insumo à Ucrânia, a estatal ucraniana Naftogaz admitiu que confiscará parte do fornecimento destinado à Europa.

Como se não bastasse, a República Tcheca, que aderiu à UE em maio de 2004 e substitui a França à frente do bloco, ainda terá que lidar com a crise financeira que atinge o planeta.

Já nos primeiros compassos de 2009, Praga aproveitou para se posicionar sobre a adoção do euro: Topolanek anunciou hoje que em 1º de novembro o país apresentará a data em que passará a usar a moeda única européia.

Além disso, Praga ainda precisa se pronunciar sobre o Tratado de Lisboa, que modifica o funcionamento das instituições do bloco e que os países-membros da UE esperam ver votado e ratificado já em fevereiro.

Sobre este último ponto, o presidente tcheco, o eurocético Vaclav Klaus, repetiu hoje, em sua mensagem de Ano Novo, que não põe em dúvida a incorporação da República Tcheca à UE, mas que discorda dos rumos do processo de integração estipulados pelo novo texto constitucional. EFE gm/sc

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