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Problemas na Bolívia não afetarão fornecimento de gás, diz Petrobras

A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, acredita que os problemas internos da Bolívia não afetarão as exportações de gás natural para o Brasil. Nos últimos dias, opositores do presidente Evo Morales têm ameaçado interromper o fornecimento de gás para Brasil e Argentina, enquanto integrantes do governo têm afirmado que o transporte do produto não será afetado.

Valor Online |

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"Eu não conheço fornecedor mais confiável que aqueles bolivianos. Eles são precisos", frisou Maria das Graças, que participou de evento no Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), no Rio de Janeiro.

A diretora acrescentou que o único problema no fornecimento de gás na Bolívia aconteceu há cerca de dois anos, quando um deslizamento de terra afetou as tubulações. "Não temos nenhum sinal forte, inequívoco, de que possamos perder uma molécula de gás sequer", afirmou.

Maria das Graças revelou que a única medida tomada pela empresa até o momento é o empacotamento do gás, que consiste no aumento da pressão no duto, com o objetivo de armazenar mais moléculas dentro do gasoduto.

A diretora confirmou ainda que uma das possibilidades em estudo pela companhia para exploração do gás que pode existir na camada pré-sal da Bacia de Santos é a utilização de um terminal flutuante de liquefação. Dessa maneira, a unidade flutuante armazenaria o gás e o liquefaria, passando-o para um dos navios que a empresa afretou para regaseificação. Essas embarcações, por sua vez, seriam responsáveis por transportar o produto para o mercado brasileiro ou, conforme necessidade, levá-lo para países que adquirirem o gás no mercado spot.

De acordo com a diretora, como ainda não existe equipamento semelhante a esta unidade flutuante de GNL, que a empresa estuda construir, os números para a possível construção do equipamento, que teria capacidade para armazenar entre 10 milhões de m³ e 20 milhões de m³ de gás, apresentam custos imprecisos e elevados, entre US$ 3,5 bilhões e US$ 10 bilhões.

"Como ela (a unidade flutuante de GNL) ainda não existe, então todo mundo que tem noção de como é que se faz especula e chuta para cima o valor", disse Maria das Graças.

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