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Problemas em bancos faz Alemanha aprovar lei de nacionalização

Por Myra MacDonald LONDRES (Reuters) - O gabinete alemão aprovou uma lei nesta quarta-feira que permite a nacionalização de bancos, deixando de lado uma relutância sobre o confisco de propriedade privada. A lei é a mais recente intervenção do governo para enfrentar a crise financeira.

Reuters |

A lei pode permitir a nacionalização forçada do problemático banco Hypo Real Estate.

Ao deixar de lado um compromisso do período pós-guerra de respeitar a propriedade privada, a Alemanha se tornou o mais recente governo a se distanciar de polícias de livre mercado, recorrendo à ajuda estatal para impulsionar bancos e setores em dificuldade.

O presidente norte-americano, Barack Obama, sancionou o pacote de investimentos e corte de impostos no valor de 787 bilhões de dólares, a maior iniciativa do tipo na história dos Estados Unidos. Ele disse que o pacote de estímulo "marcará o início do fim" dos problemas que atingem a economia do país.

Mas com novos problemas surgindo o tempo pelo colapso duplo no preço de ativos e disponibilidade de crédito, os mercados financeiros permaneceram tensos quanto às perspectivas.

"O problema é que não temos respostas claras por parte do governo Obama em relação ao pacote de resgate de bancos", disse Thierry Lacraz, estrategista do Pictet em Genebra.

"Até que tenhamos mais visibilidade dos bancos norte-americanos e mais respostas positivas por parte das companhias, é difícil ver os mercados se levantando novamente."

Governos por todo o mundo estão em dificuldade para encontrar suas próprias soluções para a crise financeira, ao mesmo tempo em que evitam acusações de protecionismo e intervenção estatal que poderá desacelerar o comércio global ou ameaçar a confiança em suas economias.

O gabinete da Alemanha aprovou uma lei como último recurso para estabilizar o Hypo Real Estate, que recebeu 102 bilhões de euros em garantias do Estado.

A lei deixa em aberto a possibilidade de expropriação de acionistas do Hypo em último caso, o que inclui o fundo britânico de capital de risco JC Flowers, que tem quase um quarto das ações da instituição.

Outros países, incluindo a Grã-Bretanha e a Irlanda, já tomaram o controle de bancos.

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