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Problemas com pesticida aumentam 14% em SP

As intoxicações por agrotóxicos em São Paulo cresceram 14%, revela estudo inédito da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os últimos dados apontam 1.

Agência Estado |

965 envenenamentos em um ano - média de uma ocorrência a cada quatro horas no Estado - em comparação a 1.688 casos notificados no ano anterior. Desde 2003, é a primeira vez que um índice tão alto de problemas por pesticidas é registrado entre os paulistas.

Os dados foram colhidos em 2006 e fazem parte do Sistema Nacional de Informação Toxicológica (Sinitox) da Fiocruz. "A tendência de aumento das notificações serve como termômetro para as irregularidades dos alimentos que chegam à mesa da população", alerta a coordenadora do Sinitox, Rosany Botnher . "O fato de termos mais intoxicação indica também que os produtos estão sendo cultivados com mais tóxicos e as frutas, legumes e verduras acabam comercializados com excesso de resíduos."

No País, os intoxicados somaram 9.585, número 17% maior do que em 2005, quando foram 8.167 casos. A estimativa da Organização Mundial da Saúde é que os registros não mostram o real alcance do problema, já que para cada caso notificado, outros 50 não se tornam públicos.

Para a gerente de normatização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Letícia Rodrigues, o resultado endossa que a utilização de reagentes tóxicos na produção de hortifrútis é excessiva. "O Brasil é o segundo consumidor mundial de agrotóxicos. Análises mostram que, além dos alimentos chegarem ao mercado com excesso de resíduos, os agricultores usam substâncias erradas, o que aumenta o perigo de intoxicação", diz.

Os problemas nos produtos in natura são evidentes nos índices de reprovação do programa de avaliação de alimentos do governo federal, o Para. A maioria das amostras de frutas, verduras e legumes analisadas foi reprovada por excesso de resíduos tóxicos ou utilização de substâncias não recomendadas.

A ressalva é feita pelo coordenador de saúde ambiental da Unicamp, o toxicologista Ângelo Trapé. "Os consumidores podem ficar tranqüilos porque os resultados do Para não configuram risco à saúde pública", avalia Trapé. "As quantidades encontradas são insuficientes para provocar danos, porém mostram que é preciso um controle sanitário mais incisivo."

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