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Principais países nas negociações da OMC dão sinais encorajadores

Mercedes Salas Genebra, 25 jul (EFE).- Após cinco dias, as negociações para salvar a Rodada de Doha e garantir a liberalização do comércio mundial deram um importante passo hoje, depois de uma reunião dos sete países-chave nesta discussão que gerou sinais encorajadores.

EFE |

A reunião ministerial, da qual participaram 30 ministros da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Genebra e que tinha grande possibilidade de fracassar, foi reativada após a sessão dos sete principais atores, considerada por muitos como decisiva.

O Brasil participou da dita consulta junto com União Européia (UE), Índia, Estados Unidos, China, Austrália e Japão, que a consideraram "produtiva", e que terminou com "sinais encorajadores" sobre a continuidade da negociação, segundo informou o porta-voz da OMC, Keith Rockwell.

Perante esta aproximação, os sete países-chave vão transmitir as idéias em uma nova reunião com um grupo maior de países, reunidos desde segunda-feira em Genebra, a fim de desbloquear a Rodada de Doha, iniciada em 2001 para aprofundar a liberalização comercial.

Nesta nova sessão, estarão Suíça e Noruega, além de Argentina e África do Sul, que protagonizaram uma resistência mais dura contra a abertura dos mercados industriais.

O ministro das Relações Exteriores Celso Amorim disse que o dia é "crucial" e que pode "imaginar um êxito", embora para isso fosse preciso ter muita imaginação.

O comissário de Comércio da UE e negociador-chefe do bloco europeu, Peter Mandelson, declarou, no entanto, que se "trata de um progresso", não do acordo final.

No entanto, o fato de as reuniões, restritas aos sete países, terem passado a convocações com um maior número de Estados é um sinal positivo.

Entretanto, qualquer compromisso deverá ser aprovado por todos os membros da OMC.

No início do encontro ministerial realizado pelo quinto dia, a falta de progressos constatada pelo diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, fez com que as conversas se dessem primeiro entre os sete países-chave, uma forma de negociar que muitos criticaram, entre eles alguns latino-americanos.

Na Rodada de Doha, os países desenvolvidos, liderados pelos EUA e por membros da UE, reivindicam aos países emergentes concessões para abrir seus mercados industriais.

Já as nações em desenvolvimento, lideradas por Brasil e Índia, reivindicam junto às nações ricas a redução das ajudas e da proteção a sua agricultura.

O ânimo na reunião contrasta com o do princípio do debate, quando os chefes negociadores do Brasil, da Índia e da UE se exigiram mutuamente concessões e "flexibilidade" para superar o que chamaram de momento crítico.

Segundo várias fontes, embora o Brasil esteja mantendo uma postura forte nas discussões com UE e EUA, a Índia tinha mostrado uma atitude mais dura com novas exigências, fato negado pelo ministro do Comércio do país asiático, Kamal Nath.

Já dentro do conteúdo da negociação, entre os assuntos que parecem haver uma aproximação figuram aspectos relacionados com o acesso aos mercados agrícolas, pois se fala de uma proposta que diz que seriam reduzidas em cerca de 70% os impostos alfandegários mais altos.

Também há aproximação em relação aos produtos sensíveis, ou seja, aqueles agrícolas submetidos a uma liberalização menor, pois se fala de uma percentagem compreendida entre 4% e 6% .

Dentro da UE, mantêm-se os limites sobre a oferta agrícola, embora se peça calma em questões como as denominações de origem, segundo declarou à Agência Efe o secretário-geral de Comércio Exterior da Espanha, Alfredo Bonet.

Bonet ressaltou a importância de um acordo nesta reunião para abrir os mercados industriais às empresas espanholas e impulsionar as economias em desenvolvimento. EFE ms/ab/rr

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