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Principais grãos têm preço mais alto neste início de ano no PR

São Paulo, 12 - Os preços dos principais grãos estão mais altos neste início de ano. A valorização se deve à estiagem no Sul do País, que reduziu a produção em lavouras de soja, milho e feijão e se reflete em menor oferta no mercado.

Agência Estado |

O feijão preto é o que registra a maior alta em janeiro, tendo sido a cultura mais atingida pelo clima desfavorável. O preço ao produtor do Paraná hoje é de R$ 144,21 a saca de 60 quilos, ante R$ 142,29 a saca, em média, na semana passada. Na comparação com dezembro, quando foi negociado a R$ 110,77 a saca, em média, a alta é de 30%. A Secretaria de Agricultura do Paraná deve divulgar amanhã números atualizados das perdas nas lavouras de verão por causa da seca.

O feijão em cores tem preço mais alto que em dezembro (R$ 107,93 a saca ante R$ 93,70 a saca), mas em relação à primeira semana cheia de janeiro (do dia 5 ao dia 9) a cotação caiu. Levantamento diário do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Paraná, mostra que na semana passada o produtor do Estado recebia R$ 113,18 por saca.

A engenheira agrônoma Margorete Demarchi, analista do Deral, explica que o início da colheita do feijão em cores em outros Estados produtores, como São Paulo, acalma a demanda e equilibra os preços. Já feijão preto, cuja produção está concentrada no Sul do País e foi o mais atingido pelo excesso de umidade no início do cultivo e, depois pela seca no centro-sul do Paraná, deve ter os preços sustentados pela redução de oferta.

O milho, outra cultura muito atingida pela seca, tem preços em alta. Hoje, produtor recebe R$ 17,74 por saca, contra R$ 16,27 a saca em média na semana passada e R$ 15,22 a saca em média em dezembro. Pela saca de soja, o agricultor paranaense recebe hoje R$ 45,89 por saca, ante R$ 43,06 a saca na semana passada e R$ 39,46 a saca, em média, no mês de dezembro.

O trigo não foi atingido pela seca no Sul do País, mas os triticultores brasileiros estão sendo beneficiados pela seca na Argentina, que reduziu a produção do cereal. Com a restrição da oferta no país vizinho, a alta do dólar e as dificuldades de crédito para a indústria importar, produtores esperam um aumento da demanda pelo produto nacional. O preço médio pago hoje ao produtor do Paraná é de R$ 26,57 por saca, ante R$ 26,13 a saca na semana passada e R$ 25,32 a saca em dezembro.

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