Defesa de Cacciola questiona no STF fins políticos em extradição" /
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Principado de Mônaco concede extradição de Salvatore Cacciola

BRASÍLIA - O Ministério da Justiça informou, nesta sexta-feira, que o príncipe Albert II, do principado de Mônaco, concedeu a extradição do ex-banqueiro Salvatore Caccciola. Com isso, Cacciola fica à disposição da Justiça brasileira. Ao chegar ao Brasil, ele deve ficar preso na superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/07/04/defesa_de_cacciola_questiona_no_stf_fins_politicos_em_extradicao_1415733.htmlDefesa de Cacciola questiona no STF fins políticos em extradição

Sarah Barros, Último Segundo/Santafé Idéias |

Agora, a Justiça de Mônaco aguarda informações brasileiras sobre como a extradição ocorrerá. Em documento encaminhado ao ministro da Justiça, Tarso Genro, o diretor-geral da Justiça de Mônaco, Philipe Narmino, lembra sobre a necessidade de contatos entre o governo brasileiro e o francês para a repatriação. Isso porque, o trajeto inclui passagem pelo aeroporto de Nice, na França.

Cacciola estava foragido do Brasil desde 2000 - vivendo em Roma, onde explorava um hotel de luxo -, depois de ser condenado a 13 anos de prisão pelos crimes de gestão fraudulenta e peculato no Banco Marka. Foi preso pela Interpol em 15 de setembro de 2007, em Mônaco, logo depois de preencher a ficha de entrada em um hotel de Monte Carlo. No Brasil, Cacciola chegou a ficar preso por 45 dias, mas fugiu para a Itália depois que o Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão do ministro Marco Aurélio de Mello, lhe concedeu habeas corpus.

Ele é acusado de se beneficiar de informações sigilosas sobre a desvalorização do real, em 1999, durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Na tentativa de salvar o banco, ele provocou, com a ajuda do Banco Central, um rombo de R$ 1,5 bilhão ao Tesouro. Apesar de o País estar à beira da desvalorização do real, Cacciola investiu pesadamente na estabilidade do real. Ele chegou a ter 20 vezes seu patrimônio líquido atrelado a contratos de venda no mercado futuro de dólar. Em 2005, a juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, condenou Salvatore Cacciola, à revelia.

Entre os argumentos que sustentam a extradição está o pedido de prisão preventiva decretada pelo Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro, quando Cacciola, valendo-se de sua dupla cidadania, viajou para a Itália, logo depois de ter sido condenado por desvio de dinheiro público e gestão fraudulenta.

Há cerca de dez dias, a Justiça de Mônaco rejeitou o último recurso cabível, interposto pela defesa de Salvatore Cacciola contra a decisão tomada pelo Tribunal de Apelações do principado em abril, favorável à extradição do banqueiro.

(*com informações da Agência Estado)

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