A pior fase da crise financeira da Grécia já passou, mas o endividado país precisa atacar o nepotismo e reduzir o desperdício de gastos para se tornar uma nação forte, disse o primeiro-ministro grego, George Papandreou. Seu governo introduziu medidas austeras e conquistou uma rede de segurança financeira dos líderes da zona do euro para ajudá-lo a superar a crise financeira, mas continua a enfrentar custos de empréstimos maiores do que o dobro do prêmio exigido por papéis alemães.

A pior fase da crise financeira da Grécia já passou, mas o endividado país precisa atacar o nepotismo e reduzir o desperdício de gastos para se tornar uma nação forte, disse o primeiro-ministro grego, George Papandreou. Seu governo introduziu medidas austeras e conquistou uma rede de segurança financeira dos líderes da zona do euro para ajudá-lo a superar a crise financeira, mas continua a enfrentar custos de empréstimos maiores do que o dobro do prêmio exigido por papéis alemães. "A credibilidade da Grécia voltou. Claro que essas são mudanças de curto prazo. Temos que fazer mudanças mais profundas, e é isso que estamos fazendo", disse Papandreou à revista norte-americana Time. Foi a primeira vez desde outubro, quando a administração socialista assumiu o poder, que Papandreou disse que o auge da crise tinha passado. Ao chegar ao poder, Papandreou revelou que o déficit orçamentário era mais do que o dobro do que havia sido anunciado anteriormente. "Acho que o pior da crise já passou, quer dizer, o auge da crise. Mas ainda há muito trabalho a ser feito, um trabalho difícil", disse Papandreou. Papandreou disse ainda que o país de 11 milhões de habitantes precisa lutar contra a corrupção e descentralizar a administração pública, para se afastar de um sistema sujeito a abusos, em que funcionários públicos distribuíam favores baseados em ligações pessoais. "A dor persiste porque os cortes, cortes de salários, as medidas econômicas estão aí e as pessoas sentirão isso nos próximos anos", disse Papandreou. "Mas se fizermos o que precisa ser feito sairemos dessa situação fortalecidos e muito mais bem-sucedidos. E é isso que eu espero e acredito que conseguiremos fazer."
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