Pequim, 11 mai (EFE).- O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, assegurou que seu país apoiará o plano europeu para fortalecer o euro e indicou a cooperação internacional como solução para combater a crise global em uma conversa por telefone na noite desta segunda-feira com José Luis Rodríguez Zapatero, presidente do governo da Espanha, país que ocupa a Presidência rotativa da UE.

Pequim, 11 mai (EFE).- O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, assegurou que seu país apoiará o plano europeu para fortalecer o euro e indicou a cooperação internacional como solução para combater a crise global em uma conversa por telefone na noite desta segunda-feira com José Luis Rodríguez Zapatero, presidente do governo da Espanha, país que ocupa a Presidência rotativa da UE. "A economia mundial se recupera lentamente, mas não devemos subestimar a gravidade e a complexidade da crise. A comunidade internacional precisa melhorar a cooperação com esforços em longo prazo", disse Wen a Zapatero, segundo a agência oficial chinesa de notícias "Xinhua". Para isso, o primeiro-ministro chinês sugeriu três iniciativas: fortalecer a política de cooperação macroeconômica e impulsionar a confiança de mercado, reformar o sistema financeiro e reforçar a regulação e a defesa do livre-comércio. Em relação à zona euro, Wen afirmou que a China, terceira potência econômica mundial, apoia o pacote de resgate provisto por este grupo e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para salvar a Grécia de sua crise econômica. A União Europeia é o principal parceiro comercial da China, por isso o país asiático precisa que a economia do bloco esteja em forma para que suas exportações recuperem o nível anterior à crise. No último dia 2 de maio, a zona do euro e o FMI acertaram o fornecimento à Grécia de 110 bilhões de euros nos três próximos anos, dos quais, 80 bilhões serão enviados pelos 15 países da zona e os 30 bilhões restantes pelo FMI. Zapatero agradeceu a Wen a compreensão e o apoio da China e assegurou que a Espanha deseja fortalecer a comunicação e a cooperação bilateral com o gigante asiático, assim como dentro do G20 para conhecer os desafios da crise financeira internacional e impulsionar a recuperação e o crescimento da economia mundial. EFE egs/fm

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