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Primeira plataforma petrolífera 100% brasileira começa a operar em dezembro

Angra dos Reis (Brasil), 26 ago (EFE).- O Brasil, que descobriu recentemente gigantescas reservas de hidrocarbonetos no Oceano Atlântico, contará a partir de dezembro com sua primeira plataforma semi-submersível de exploração marinha totalmente fabricada no país, informou a Petrobras.

EFE |

A P-51, uma estrutura de 49 mil toneladas, 63 metros de altura e com um custo de US$ 850 milhões, que está em fase final de testes no estaleiro BrasFels de Angra dos Reis (RJ), será a primeira do país de construção 100% nacional e que adotará tecnologias brasileiras.

Estava presente em uma visita de correspondentes estrangeiros a BrasFels, neste final de semana, Roberto Moro, que é gerente de Implementação de Empreendimentos para Marlim Sul, uma concessão da empresa na bacia marinha de Campos e à qual está destinada a nova plataforma.

"A P-51 será batizada em outubro, em cerimônia na qual participará o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e nesse mesmo mês será transferida para a bacia marinha de Campos", disse Moro à Agência Efe.

"A previsão é de que comece a operar em dezembro", acrescentou.

Apesar de a Petrobras ter assinado vários contratos com estaleiros brasileiros e estrangeiros para fabricar plataformas no Brasil, até agora todos importavam o casco e construíam apenas a estrutura externa no país.

"A P-51 não é apenas a primeira plataforma semi-submersível produzida totalmente no Brasil, mas também a primeira que aproveitará, com tecnologias inovadoras, os cerca de 30 anos de experiência da Petrobras em exploração de petróleo em águas profundas", segundo Moro.

"Cerca de 80% da plataforma terá configuração convencional, e 20% incluirá tecnologias desenvolvidas pela Petrobras, como a fábrica de remoção de sulfato", afirmou Moro.

De acordo com o funcionário, nenhum país no mundo tem atualmente colocado tantas plataformas em operação como o Brasil.

O Brasil extrai em águas profundas da bacia marinha de Campos, no oceano Atlântico e em frente ao litoral do Rio de Janeiro, pouco mais de 80% dos 1,8 milhão de barris diários de petróleo que produz em todo o país. EFE cm/bm/gs

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