Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Previsão pessimista de entidade aumenta temor de recessão global

César Muñoz Acebes. Washington, 18 dez (EFE).- A crise global, que já abalou entidades financeiras de várias partes do mundo e pôs Governos em alerta, vai gerar uma grande contração econômica mundial, segundo disse hoje a maior associação de bancos do planeta.

EFE |

Segundo o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, em inglês), que previu para o Brasil um crescimento anêmico de 1,5%, México e Argentina estão entre os que sofrerão uma recessão em 2009.

O relatório aponta que a América Latina, em seu conjunto, crescerá a uma média de 1% em 2009, o que representa uma freada drástica se comparado aos 4,5% com que fechará o ano.

Na região, a pior situação será no México, cujo Produto Interno Bruto (PIB) cairá 0,5% no próximo ano, e na Argentina, com uma contração de 0,4%.

As previsões do IIF são mais pessimistas que as divulgados hoje no Chile pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), que estima para região um crescimento de 1,9% em 2009 e prevê que nenhum país cairá em recessão.

A instituição bancária, por outro lado, acredita que as nações da região sairão prejudicadas pela queda dos preços das matérias-primas, a saída de capital estrangeiro e a contração do crédito internacional, que tornarão muito difícil para as empresas latinas refinanciar sua dívida.

Já o México, segundo o IIF, é arrastado pelos Estados Unidos, e sua atividade econômica cairá 5% no atual trimestre.

Apesar de a inflação mexicana seguir acima de sua meta, a fragilidade econômica justifica uma redução da taxa básica de juros por parte do banco central, disse à Agência Efe Philip Suttle, diretor de macroeconomia da organização bancária.

No caso da Argentina, as dificuldades externas são agravadas por uma política econômica "que não foi apropriada" nos últimos anos, de acordo com Suttle.

Mesmo assim, o IIF não acredita que a situação seja tão premente a ponto de levar o país a uma nova moratória.

Segundo Suttle, apesar de que a Argentina entrará em recessão, sua inflação subirá quase 11% em 2009 pelos efeitos da desvalorização de sua moeda e da "supressão" da alta de preços dos últimos anos.

No resto da América Latina os crescimentos serão, em geral, anêmicos. A economia da Venezuela subirá apenas 0,7% e a do Chile, 1,8% . Melhor irão Peru e Colômbia, cujo PIB terá alta de 3,8%, segundo o IIF.

O abalo será generalizado nos países em desenvolvimento, segundo o IIF, que previu que Rússia e Turquia também entrarão em recessão no próximo ano. Além disso, a expansão da atividade econômica chinesa cairá para 6,5%, quase a metade que em 2007.

Com isso, o PIB mundial cairá pela primeira vez na história recente, 0,4%.

O IIF diz ter pesquisado os registros históricos na busca de um precedente, mas não encontrou dados confiáveis de um golpe econômico dessa magnitude.

"Essa é a recessão simultânea global mais grave da história econômica moderna", reforçou em coletiva de imprensa Charles Dallara, diretor-gerente da entidade.

Na parte rica do mundo, os números negativos continuarão no próximo ano. A zona do euro perderá 1,5% de seu PIB, os EUA, 1,3% e o Japão, 1,2%, segundo seus cálculos.

Para atenuar a crise, Dallara pediu mais intervenções públicas e um maior grau de coordenação de política fiscal e monetária em nível mundial.

Também solicitou ao Fundo Monetário Internacional (FMI), ao Banco Mundial e a outros organismos que expandam o crédito à exportação, e aos bancos centrais que aumentem seus programas de troca de moedas.

O instituto, que durante anos defendeu a auto-regulação do setor financeiro, agora quer mais ajuda do Governo, especialmente para que os bancos se desfaçam dos chamados títulos tóxicos, que ninguém tem interesse em comprar.

Como o FMI, o IIF acredita que a economia voltará a se recuperar no final do próximo ano, a tempo para um Natal mais tranqüilo. EFE cma/rr

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG