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Previsão de tempestade no transporte aéreo em 2009

As companhias aéreas, que enfrentam um tráfego reduzido em razão da crise econômica, devem amargar novas perdas e cortar empregos no próximo ano, anunciou nesta terça-feira a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

AFP |

"O futuro é sombrio e a crise crônica de nossa indústria continua, e devemos enfrentar o pior ambiente em termos de faturamento em 50 anos", advertiu o diretor-geral da IATA, Giovanni Bisignani, em entrevista à imprensa em Genebra.

Para 2009, a Associação que representa 230 companhias, ou seja 93% do tráfego aéreo internacional, prevê uma queda de 3% do transporte de passageiros no mundo: esta é a primeira baixa desde 2001, ano dos atentados de 11 de Setembro, que registrou recuo de 2,7%. Em 2008, o tráfego de passageiros ainda cresceu 2%.

Com o marasmo econômico, os empresários, preparados para pagar caro para viajar, pegam cada vez menos avião, porque suas empresas estão reduzindo ao máximo as despesas. Os turistas, preocupados com o orçamento apertado, preferem partir para lugares menos distantes, ou até ficar em casa.

O transporte de mercadorias, atingido em cheio pelo desaquecimento do comércio mundial, deve recuar mais: o tráfego de cargas cairá ano que vem 5%, depois de ter baixado 1,8% em 2008, segundo a IATA. Queda parecida foi registrada pela última vez apenas em 2001, com 6%.

No céu escuro, os transportadores devem ter perdas de 2,5 bilhões de dólares em 2009, previu a associação. Em 17 de outubro, ela havia avaliado suas perdas em 4,1 bilhões, mas reduziu a previsão com base nas medidas adotadas desde então pelas companhias americanas contra a crise econômica.

Estas últimas reduziram suas capacidades em 10% por causa do inverno, deixando no solo os aviões que mais consomem combustível ou usando aeronaves menores, que reduz os custos. Elas devem ser as únicas no mundo a registrar lucros em 2009: 300 milhões de dólares.

Os assalariados devem, em todo caso, sofrer muito com a crise. "Haverá inevitavelmente cortes de postos de trabalho", disse Bisignani.

Dos 32 milhões de empregados no transporte aéreo e no turismo, o economista-chefe da IATA, Brian Pearce, considerou que pelo menos 1% está em risco, ou seja de 300.000 a 400.000 pessoas. Entre as regiões mais suscetíveis, estão Europa e EUA.

O setor já perdeu postos em 2008 --mais de 30.000 nos EUA-- enquanto que em 2007 foram criados alguns empregos.

Para 2008, a associação espera ainda 5 bilhões de dólares de perdas em nível mundial, contra os 5,2 bilhões previstos anteriormente.

Esta leve revisão se deve à queda dos preços de petróleo desde o pico de meados de julho de quase 150 dólares o barril para 40 dólares hoje.

Estrangulados pelos preços caríssimos do ouro negro, as companhias receberam esta queda de preços como um novo fôlego. Mas não todas, porque algumas, como Air France-KLM, que comprou combustível antecipadamente para se proteger da alta, foram vítimas da própria prudência: elas pagam mais caro do que a commodity está sendo vendida atualmente.

A única boa notícia neste céu carregado é que os preços das passagens devem cair em razão da queda da demanda. Segundo Pearce, viajar de avião custará 5% menos caro em 2009 do que em 2008.

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