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Previsão de crescimento do PIB brasileiro em 2009 cai para 2,5%

Rio de Janeiro, 8 dez (EFE).- Analistas das instituições financeiras brasileiras prevêem que a economia brasileira em 2009 crescerá 2,5%, abaixo dos 2,8% que calculavam há apenas uma semana e dos 3% previsto um mês atrás, segundo pesquisa divulgada hoje pelo Banco Central (BC).

EFE |

A previsão do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano se mantém em 5,24%, segundo a pesquisa semanal que o BC realiza entre 100 analistas de bancos e instituições financeiras.

Tanto neste ano como em 2009 a expansão será inferior à de 2007, quando o país cresceu 5,4% e obteve seu melhor desempenho desde 2004 (5,7%).

A revisão à queda da previsão de crescimento reflete o agravamento da situação brasileira diante da crise internacional.

Apesar de o Brasil conseguir encarar a crise em melhores condições do que outros países, a escassez de créditos e a redução da demanda internacional de matérias-primas já obrigaram diversas empresas a diminuir sua produção, a oferecer férias coletivas e a despedir empregados.

Em conseqüência, a produção da indústria brasileira caiu 1,7% em outubro em comparação com setembro e poucos consideram possível alcançar a meta inicial do Governo que a economia cresça 4% no próximo ano.

Os analistas dos bancos também reduziram sua previsão de crescimento da indústria tanto para este ano quanto para o próximo.

A expectativa é de que a indústria cresça 5,47% neste ano, ao contrário dos 5,76% calculados há uma semana, e que esse aumento seja de apenas 3,05% em 2009, contra os 3,10% estimados sete dias atrás.

Há um mês, os bancos esperavam uma expansão industrial de 5,77% neste ano e de 3,7% no próximo.

A previsão para o superávit na balança comercial deste ano foi elevada desde US$ 23,6 bilhões para US$ 23,8 bilhões, mas a nova expectativa para 2009 é de que o saldo positivo caia para US$ 14 bilhões.

Quanto aos investimentos estrangeiros diretos, os analistas mantiveram seu cálculo para este ano em US$ 35 bilhões e reduziram o do próximo ano desde US$ 25 bilhões para US$ 24 bilhões.

O índice de inflação deste ano foi reduzido de 6,35% a 6,20% e, para o próximo, de 5,25% a 5,20%.

Em ambos os casos, a inflação esperada está acima da meta Governo para ambos os anos, que era de 4,5% apesar da margem de tolerância de dois pontos para cima. EFE cm/jp

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