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Prévia de inflação aponta 0,3%. Sem impacto do dólar

O Índice de Preços ao Consumidor - 15 (IPCA-15) subiu para 0,3% em outubro, ante 0,26% em setembro. A taxa foi influenciada pelo fim da temporada de queda de preços de alimentos.

Agência Estado |

Segundo economistas, o resultado mostrou que a alta do dólar ainda não chegou aos consumidores. E também que a demanda continua aquecida e pressiona os preços.

Os alimentos, cujos preços caíram 0,25% em setembro, subiram 0,05% em outubro. O maior impacto veio de produtos como arroz (0,19%), carnes (1,44%) e frango (1,91%). Os alimentos já acumulam alta de 10,57% em 2008, mesmo com a forte desaceleração nos reajustes ou até mesmo deflações apuradas desde agosto.

O IPCA-15, que é uma espécie de prévia do IPCA, índice de referência para as metas de inflação do governo, acumulou de janeiro a outubro alta de 5,28%, bem acima da variação de igual período do ano passado. Em 12 meses, o índice já subiu 6,26%.

Os técnicos do IBGE não dão entrevistas sobre esse índice. O analista da Tendências Consultoria, Gian Barbosa, ressalta que o IPCA-15 trouxe informações ruins como a continuidade na alta de serviços, mas ainda não mostra "impactos significativos" da alta do dólar sobre a inflação ao consumidor.

"A aceleração está relacionada ao esgotamento da pressão baixista dos alimentos", disse Barbosa. Segundo ele, a desaceleração de alta de alguns produtos, como combustíveis, levou a uma revisão na projeção para o IPCA de outubro, de 0,35% para 0,3%. O grupo de transportes, que inclui combustíveis, passou de alta de 0,28% de setembro para 0,08% em outubro.

O economista-sênior do BES Investimento, Flavio Serrano, disse que os resultados divulgados pelo IBGE reforçam a preocupação dos agentes do mercado e, neste caso, também do Banco Central, com a atividade econômica ainda muito aquecida na esteira de um mercado de trabalho que continua contratando mão-de-obra.

Para ele, o IPCA-15 de outubro não muda a leitura que a atividade econômica continua influenciando a dinâmica de preços, o que pode se agravar neste momento em que o câmbio está depreciado.

Os produtos não alimentícios subiram 0,37% no IPCA-15 em outubro, ante 0,41% em setembro. A alta foi influenciada pelo aumento de 1,11% no item "salários dos empregados domésticos", responsável pela maior contribuição no índice do mês. Houve destaque de alta em itens como aluguel residencial (0,86%), cigarro (1,18%), artigos de vestuário (1,24%), taxa de água e esgoto (1,37%), artigos para reparos de residência (1,89%). As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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