A desaceleração mais lenta que a esperada das altas dos preços industriais do atacado e dos preços relacionados à construção civil foi o principal fator para o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) de julho registrar taxa acima das expectativas do mercado financeiro. A opinião é do economista da Rosenberg & Associados Luís Fernando Azevedo, que esperava resultado de 1,85% para o indicador ante os 2% anunciados ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Segundo ele, as taxas do Índice de Preços por Atacado (IPA) Industrial, de 1,71% em julho ante 2,06% em junho, e do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), de 1,50% ante 2,66%, no mesmo período, tiveram muito mais importância que a intensificação do aumento dos preços agropecuários no atacado, que saíram de 2,62%, em junho, para 4,66% em julho. "A alta dos preços agropecuários nós conseguimos captar e, por isso, não fomos surpreendidos. A surpresa maior ficou por conta dos industriais, já que esperávamos uma variação de 1,55%", disse. "O INCC também veio um pouco acima da nossa previsão, que era de 1,20%."

Entre os itens de maior pressão no IGP-10 de julho, o aço semi-acabado ao carbono, com elevação de 14,51% ante 14,15%, foi o terceiro item do ranking de alta do atacado, atrás da soja e de bovinos.

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