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Pressão sobre o real tende a aumentar

O Brasil enfrentará pressões cada vez maiores sobre o real diante das condições financeiras internacionais e os mercados emergentes já experimentam uma fuga em larga escala de capitais. O alerta é do Banco de Compensações Internacionais (BIS, sigla em inglês), que destaca que o ajuste gerado nas economias emergentes pode ser ainda mais drástico que na economia dos países ricos.

Agência Estado |

No fim da semana passada, o dólar superou a marca de R$ 2,60.

A crise gerou verdadeiro coquetel explosivo aos mercados emergentes diante do modelo insustentável que usaram para financiar seu crescimento na última década. A aversão ao risco e aos papéis dos países emergentes é alta, os investimentos tendem a cair, haverá falta de acesso a financiamento e a economia corre risco de sofrer queda na entrada de dólares diante da redução dos valores das commodities exportadas pelo Brasil.

A "marolinha" citada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva para amenizar os efeitos da crise e seu impacto no País tende a se transformar em problema bem maior, segundo o relatório do BIS.

Para completar, os xerifes do sistema financeiro internacional alertam que as medidas tomadas pelos governos em todo o mundo para frear a recessão ainda não deram resultados e ninguém sabe se funcionarão.

Nos bastidores da instituição, conhecida como o banco central dos bancos centrais, a constatação é de que a tese de que os mercados emergentes não seriam afetados pela crise financeira internacional não passou de um mito.

Em relatório publicado hoje, o BIS aponta que os papéis dos mercados emergentes, bolsas e câmbio sofreram de forma importante.

A pressão da crise no países ricos também contaminou os emergentes. O resultado foi a fuga de capital de vários emergentes, entre eles o Brasil. Uma das conseqüências foi o temor da falta de dólares e a pressão sobre moedas locais, entre elas o real.

Os papéis emitidos pelos emergentes para captar recursos no exterior também despencaram. O volume caiu de US$ 45 bilhões no segundo trimestre para US$ 11 bilhões no terceiro. A maior queda ocorreu no Leste Europeu. As emissões russas foram reduzidas de US$ 13 bilhões para US$ 3 bilhões. A América Latina foi a segunda região que mais sofreu.

Para o BIS, os mercados internacionais não fizeram distinção entre os papéis de emergentes e tentaram se desfazer de todo o risco. Isso foi conseqüência do medo de que houvesse seca nos créditos para financiar o comércio.

Em novembro, as bolsas e os créditos aos emergentes conseguiram uma certa recuperação em relação a outubro.

Mas, diante das perdas importantes registradas desde agosto, o BIS aponta que os ajustes nas economias dos emergentes foi mais acentuada que nos Estados Unidos.

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