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Pressão do dólar diminui sobre o IGP-10, diz FGV

RIO - As pressões do câmbio diminuíram e a influência da alta do dólar no Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10), divulgado hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV), foi mais tênue que a registrada no mês passado. Como resultado, o índice passou de 0,78% em outubro para 0,73% em novembro.

Valor Online |

"O dólar se manteve em patamar alto, mas com uma variação menor, o que trouxe menor impacto para o IGP", disse Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV). "O repique inflacionário que se iniciou em setembro não está se mantendo", acrescentou.

A maior desaceleração aconteceu no Índice de Preços do Atacado (IPA), que representa 60% do IGP-10 e sofre maior influência do câmbio. O IPA subiu 0,81%, depois de avançar 0,98% no mês passado. "Por mais que o IGP-10 seja muito preliminar, novembro já dá sinais de que a pressão cambial está perdendo força", reforçou Quadros.

O alívio do câmbio foi mais sentido nas matérias-primas brutas, que subiram 0,89% em novembro, contra 1,63% em outubro, e nos bens intermediários, que subiram 1%, contra 1,21% no mês anterior.

Dentro das matérias-primas brutas, a soja, que tem peso de 5,15% no IPA, caiu 2,91%, depois de subir 2,49% em outubro. A queda, segundo Quadros, reflete a baixa da commodity nos mercados internacionais. "Nos agrícolas (dentro do IPA) não houve pressão do câmbio. Os produtos agrícolas que subiram, avançaram devido à entressafra", disse Quadros.

Ainda no atacado, a pressão do câmbio foi sentida com maior intensidade nos bens finais. Quadros destacou que, apesar da pressão, a alta foi puxada pelo repasse de pressões dos meses passados, que já não se verificaram em novembro. Desta maneira, os alimentos processados no atacado subiram 1,09% em novembro, depois de terem avançado 0,91% em outubro, enquanto os bens de investimento tiveram alta de 0,71% este mês, contra 0,52% no mês passado.

Quadros explicou que o mesmo repasse de pressões antigas que se verificou no atacado foi visto no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30% do IGP-10. A maior fonte de pressão foi a alimentação, que passou de -0,44% em outubro para 0,91% em novembro, mas Quadros alegou que os produtos com as maiores altas tiveram relação com a safra. Como exemplo, citou as frutas, que subiram 5,46%, depois de uma alta de 1,39% em outubro.

O economista ressaltou que apenas a alta das carnes bovinas, de 5,15% (+0,88% em outubro), pode ser creditada ao câmbio, numa tentativa, segundo ele, de equilibrar os preços internos aos preços de exportação, estes últimos inflados pelo dólar.

"A transmissão é reflexo de algo que aconteceu e não se renovou, logo essa transmissão também aconteceu e não deve se renovar", ponderou.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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