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Presidentes da Naftogaz e Gazprom negociam antes de viajar a Bruxelas

Moscou, 8 jan (EFE).- Os presidentes das empresas de gás da Ucrânia e da Rússia se reuniram esta madrugada, em Moscou, em uma nova tentativa de negociação às vésperas de sua viagem de hoje a Bruxelas, onde analisarão a crise do combustível com a União Européia (UE).

EFE |

O porta-voz da Gazprom, Serguei Kuprianov, informou que, nestas negociações, os presidentes do consórcio russo, Alexei Miller, e da ucraniana Naftogaz, Oleg Dubina, "examinaram as vias para superar a crise atual".

A julgar por este breve comunicado, a única conquista conseguida é o próprio fato das negociações, pois, apesar da crise, que deixou sem envio de gás russo grande parte da Europa, Miller e Dubina não conseguiam se reunir desde o ano passado.

Ontem à noite, por iniciativa da parte ucraniana, houve uma conversa por telefone entre os presidentes da Ucrânia, Viktor Yushchenko, e da Rússia, Dmitri Medvedev.

O líder russo disse que seu país não suspendeu as negociações com a Ucrânia sobre o fornecimento de gás russo, mas insistiu em que seu preço "deve ser o de mercado, equivalente ao do mercado europeu, sem descontos nem vantagens".

Também defendeu criar um mecanismo de controle do trânsito de gás russo para a Europa por território ucraniano, com a participação de representantes das empresas de gás dos dois países, e também da União Européia e de empresas jurídicas internacionais, em representação dos interesses da Gazprom e da Naftogaz.

A companhia ucraniana Naftogaz denunciou que o consórcio russo Gazprom suspendeu ontem totalmente o fornecimento de gás à Ucrânia para seu transporte à Europa, o que a obriga a fazer o mesmo e cortar totalmente o envio aos países europeus.

A Gazprom afirmou que foi a Ucrânia que cortou totalmente o transporte de gás russo à Europa, ao fechar ontem o último de seus quatro gasodutos, após fazer o mesmo na véspera com outros três.

De Kiev, o presidente da Naftogaz disse que "fechar a torneira só é possível do lado russo, a Ucrânia, fisicamente, não pode fechá-la e não permitir a entrada de gás russo". EFE mb/an

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