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Presidentes da Argentina e Uruguai abrem nova etapa nas relações bilaterais

Buenos Aires, 28 abr (EFE).- Os presidentes da Argentina, Cristina Fernández Kirchner, e Uruguai, José Mujica, concordaram hoje em acatar a decisão da Corte de Haia sobre a fábrica instalada no rio Uruguai e sublinharam a abertura de uma etapa para "reencaminhar" as relações bilaterais.

EFE |

Buenos Aires, 28 abr (EFE).- Os presidentes da Argentina, Cristina Fernández Kirchner, e Uruguai, José Mujica, concordaram hoje em acatar a decisão da Corte de Haia sobre a fábrica instalada no rio Uruguai e sublinharam a abertura de uma etapa para "reencaminhar" as relações bilaterais. "Começou uma fase para reencaminhar a relação bilateral", disse Cristina em uma conferência conjunta com Mujica, após a reunião que os dois líderes tiveram durante uma hora nos arredores de Buenos Aires. Mujica advertiu, de todas formas, que os líderes "não são feiticeiros" e manifestou a necessidade de "apostar em um processo de períodos sucessivos" que gerem "confiança" nas sociedades dos dois países. A Argentina e o Uruguai discordavam sobre a instalação da fábrica de celulose finlandesa Botnia na beira do rio Uruguai, de administração compartilhada. A governante argentina recebeu Mujica uma semana depois que a Corte Internacional de Justiça de Haia ditou uma decisão na qual reconhece que o Uruguai violou o tratado bilateral sobre o uso do rio ao autorizar unilateralmente a instalação da fábrica de celulose, mas não obrigou o seu desmantelamento e nem ditou compensações a favor da Argentina. Buenos Aires esperava um pedido de desculpas por parte de Mujica pela violação do tratado bilateral, mas o líder uruguaio tinha confirmado hoje que não pretendia pedir perdão a sua colega Cristina. Os presidentes não falaram nada a respeito na mensagem que divulgaram após o encontro, na qual também não permitiram perguntas. "Nossa realidade nos obriga a construir uma amizade beneficente para as duas margens. Há uma vontade política de interpretar o momento histórico que nos toca viver", sustentou Mujica, que também se referiu a "dor" e ao "custo" do litígio com a Argentina. Os presidentes não fizeram alusão ao bloqueio que há mais de três anos mantêm ecologistas argentinos em um das pontes fronteiriços com o Uruguai, em rejeição à fábrica de celulose. EFE ms/pb

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