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Presidente russo sai em socorro dos bancos

O presidente russo, Dmitri Medvedev, anunciou nesta terça-feira novas medidas de apoio aos bancos de um total de quase 27 bilhões de euros, sob a forma de créditos destinados a consolidar seus próprios fundos.

AFP |

"Que decisão podemos tomar hoje? Devemos decidir a concessão aos bancos de créditos subordinados de até 950 bilhões de rubros (26,7 bilhões de euros, 36,3 bilhões de dólares) por um período de pelo menos cinco anos", disse Medvedev em uma reunião de ministros e banqueiros no Kremlin.

Em geral, esse tipo de crédito é concedido pelos acionistas, neste caso o Estado, em benefício de estabelecimentos controlados por fundos públicos.

Apesar do anúncio, as duas bolsas de Moscou não conseguiram reverter a trajetória de queda e fecharam a sessão desta terça-feira em leve retrocesso, rondando 1%.

O índice RTS (em dólares) perdeu 0,95%, depois de desabar na segunda-feira com uma queda recorde de 19,10%.

O índice Micex (em rubros) fechou nesta terça-feira em queda de 0,96%, a 744,76 pontos.

O Sberbank, o maior banco russo, poderá receber até 14,032 bilhões de euros, o VTB, 5,613 bilhões de euros, e o Rosselkhozbank, 700 milhões de euros, enquanto que os demais bancos dividirão os 6,317 bilhões de euros restantes, destacou Medvedev.

O ministro das Finanças, Alexei Kudrin, explicou que se trata de "medidas preventivas", que levam em conta o contexto de crise internacional e que têm como objetivo reforçar as capacidades financeiras dos bancos a longo prazo.

"É uma medida mais contundente que as anteriores. Trata-se não só de (fornecer) liquidez, como também de reforçar o capital dos bancos", o que permitirá apoiar a economia a longo prazo, destacou o ministro.

O governo russo já anunciou várias medidas de apoio ao setor bancário, vítima de uma grave crise de confiança que afundou as bolsas russas nas últimas semanas.

O Banco Central apresentou no dia 17 de setembro uma série de medidas destinadas a facilitar o refinanciamento dos bancos, vários dos quais estão ameaçados pela falta de liquidez no mercado.

vl/dm

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