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Presidente Lula pede aos brasileiros que continuem comprando

SÃO PAULO - Durante entrevista coletiva concedida após o encontro com a ex-candidata à presidência colombiana, Ingrid Betancourt, que passou mais de seis anos sequestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que é preciso movimentar a economia.

Marina Morena Costa, repórter do Último Segundo |

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Segundo o presidente, se as pessoas deixarem de consumir, por medo de perder o emprego e não ter como pagar prestações, a economia do País sofrerá uma desaceleração. "Se a sociedade brasileira, induzida por parte do noticiário, resolve entender que não deve comprar as coisas que queria comprar, com medo de perder o emprego, é preciso dizer que ela [a sociedade] pode perder o emprego porque não comprou, disse o presidente.

Marina Morena Costa
Lula durante coletiva de imprensa
Na avaliação de Lula, o Estado precisa ser o "impulsor" da economia neste momento. "Estamos vivendo um problema de crédito. O dinheiro encurtou e nós não sabemos onde ele está. [...] Entre o governo tomar medidas e o dinheiro chegar na ponta está demorando mais do que o esperado", afirmou. "O governo está tomando as decisões para que o crédito chegue à ponta", garantiu o presidente.

Sobre a crise econômica mundial, que considerou séria e profunda, o presidente Lula garantiu que "o Brasil é o país mais preparado" para enfrentá-la. Segundo Lula, a crise afeta indiretamente os países em desenvolvimento que dependem economicamente das exportações. "A nossa balança comercial não depende apenas dos Estados Unidos e da Europa. Ela está pulverizada em muitos países", afirmou o presidente.

Lula presidente justificou sua tese informando que a exportações brasileiras representam 13% do PIB, enquanto na China, 40% provem da venda para o exterior de bens e serviços.

As recomendações do presidente para a população são: pagar as dívidas e consumir o que precisar comprar. "Agora precisamos da colaboração dos empresários. E hora de baixar juros e de baixar preços. Ou seja, é hora de a gente compreender que cada um tem que fazer o seu sacrifício para que a economia brasileira siga crescendo", avaliou.

Para o presidente, a economia brasileira e a mundial devem se fortalecer após a crise. "Saí do G20 com a convicção que nós vamos sair desta crise muito melhor do que a gente estava", declarou.

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