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Presidente Lugo pedirá ao Brasil um preço justo pela energia de Itaipu

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, pedirá um preço justo pela energia da hidrelétrica binacional de Itaipu e proporá sua livre disponibilidade para vendê-la a outros países, em sua primeira visita oficial a Brasília, informaram fontes do governo nesta terça-feira.

AFP |

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"O Paraguai pedirá o preço justo e a livre disponibilidade para vender a energia a terceiros países em sua visita quarta-feira a Brasília", disse em entrevista à imprensa o diretor paraguaio da hidrelétrica binacional, Carlos Mateo Balmelli, após encontro com Lugo.

Mateo Balmelli acompanhará o presidente em sua primeira visita oficial ao Brasil, na qual o chefe de Estado será recebido por Luiz Inácio Lula da Silva.

Em declarações públicas, Lugo manifestou reiteradas vezes que o "preço justo" é o "preço de mercado". O pedido será feito com base num acordo assinado entre Paraguai e Brasil em 1996, comentou Balmelli.

Este "preço justo" consiste em multiplicar por pelo menos cinco a soma que o Paraguai recebe, ou seja, dos atuais US$ 300 milhões quer passar para entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões.

"O Brasil tem que entender que aqui precisamos de um desenvolvimento associado e não dependente. Para o Brasil, país líder da região, não convém ter um vizinho e sócio pobre, um país irmão com o que está comprometido", declarou.

Lugo fez do tema de Itaipu a coluna vertebral de sua campanha para as eleições de 20 de abril passado.

Nas eleições, o ex-bispo católico derrotou, por 40% contra 30%, Blanca Ovelar, a candidata do partido Colorado, cujo fracasso acabou com 61 anos ininterruptos de poder.

Em conversas não oficiais, o presidente Lula ofereceu a Lugo o aumento das compensações que o Brasil paga para o Paraguai pela compra de sua parte da energia da hidrelétrica.

Ao mesmo tempo, advertiu-lhe que seu sócio pede a renegociação do tratado. O assunto passará à consideração do Congresso brasileiro, onde o desejo paraguaio não deve ser atendido.

A recusa brasileira pode derivar numa crise diplomática, disse a ex-ministra das Relações Exteriores Leila Rachid.

"Queiram ou não, isto vai mudar completamente a relação entre os dois países", disse a ex-chanceler do governo de Nicanor Duarte (2003-2008). Para ela, é preciso avaliar o "custo" de uma crise bilateral.

No entanto, afirmou que se a oposição do Brasil à renegociação persistir, o Paraguai terá o direito de denunciar o tratado pela convenção de Viena de 1969.

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